Intolerância e discurso de ódio contra minorias

Enviada em 20/10/2019

Adotada na Organização das Nações Unidas em 1946, a Declaração Universal dos Direitos Humanos visa garantir a base do respeito e a dignidade humana. Na contemporaneidade, o discurso de ódio e a intolerância vem se tornando crescente, com frequentes casos envolvendo diversos tipos de preconceitos e dessa modo representam um entrave para a concretização de tais preceitos.  A partir disso o conteúdo hostil dissipado nas mídias sociais e o violência decorrente a intolerância, demonstram ser um empecilho para o problema destacado.

Nos últimos 11 anos, quase 4 milhões de denúncias relacionadas a crimes de ódio na internet, foram recebidas pela Central Nacional de Denúncias de Crimes. Desse modo, as redes sociais estão simplificando essa repulsão, reafirmando e disseminando preconceitos, pois muitos indivíduos ajudam a propagar, compartilhando e postando conteúdos que contém intolerâncias de vários modos, sem haver uma punição severa para tais atos e afetando diversas vítimas.

Além disso, outro fator contribuinte é a agressividade decorrente a discriminações, auxiliando a disseminar esse problema no Brasil. Durante as manifestações “Fora Dilma” em 2015, várias pessoas forma agredidas simplesmente por andarem nas ruas com roupas vermelhas por por terem “cara de petista”. Nesse contexto, muito indivíduos ainda possuem pensamentos etnocêntricos, tendo como seus ideais superiores que os demais, assim, quando o individuo se sente contrariado, parte para agressões tanto física como verbal, atingindo a minoria e segregando ainda mais a sociedade.

Fica evidente, portanto, que as mídias sociais e a violência sequente de discursos intolerantes, promovem a propagação dessa iniquidade. Destarte, o Poder Legislativo deve elaborar e reforçar leis que punam o criminoso que dissemina o ódio, nas mídias sociais e proteja as vítimas de tais atos, no intuito de haver a diminuição dos casos de agressão tanto verbal quanto física. Além disso, o mesmo agente deve usar as mídias sociais para promover campanhas para todas as idades, sobre a importância da inclusão social, a fim de desconstruir preconceitos existentes na sociedade. Dessa forma, pode ser que a problemática seja amenizada no país e o respeito ganhe força perante a sociedade.