Intolerância e discurso de ódio contra minorias
Enviada em 10/10/2019
A maioria dos países do mundo já viveu ou ainda vive um período ditatorial, no qual a vontade do chefe do executivo é a única válida, nesses contextos surgiu a expressão “tolerância zero” com os opositores. Na sociedade contemporânea, mesmo com todos os direitos civis, políticos e econômicos garantidos pela Declaração Universal dos Direitos Humanos, os casos de intolerância e discursos de ódio ainda existem, principalmente contra as minorias.
Em primeiro lugar, cabe salientar que minoria não significa, obrigatoriamente, está em menor número, e sim em desvantagem social. Além disso, a intolerância é o fato de se indispor com o outro, já o ódio é uma evolução, pois o indivíduo começa a querer a destruição de grupos como negros, judeus, homossexuais e nordestinos. Fora da teoria, esses conceitos foram observados historicamente na 2º Guerra Mundial, nela Hitler, a fim de punir os judeus e consolidar a raça ariana, promoveu o genocídio em massa deixando mais de 40 milhões de mortos. Em decorrência disso, uma corrente humanista se espalhou pelo mundo, foi criada a Organização das Nações Unidas (ONU) e com ela veio o bordão: é normal ser diferente, pois sempre haverá diferenças entre os povos e para a sociedade se manter em paz elas têm que ser respeitadas.
Não obstante, o impasse está longe de ser resolvido. Desde 2015, grupos supremacistas, que antes estavam com atividades suspensas, voltaram a agir. Como exemplo a manifestação da Ku Klux Klan em Charlosttesville- EUA, no qual vários americanos se declararam nazistas e saíram as ruas protestando contra negros e judeus gerando duas mortes no local e uma confusão generalizada. Esses movimentos se baseiam em um discurso etnocêntrico, ou seja, que apenas o padrão estabelecido por essa sociedade é o correto e quem não se encaixa deve morrer. Segundo o filosofo Jean Paul Sartre, a violência independente da forma que se manifesta é uma derrota. Nesse sentido, mesmo com todos os crimes contra humanidade cometidos e com o mundo plural e globalizado há quem pensa ser melhor que os outros por questões biológicas e culturais, demonstrando que a sociedade não aprendeu com os erros passados.
Portanto, é mister que os Estados tomem providência para resolver o quadro atual. Para que os grupos minoritários sejam mais protegidos, urge que o Governo Federal crie um canal de denúncias, que possa ser utilizado pela internet ou por telefone. Dessa forma, todos da população e principalmente as minorias ameaçadas possam denunciar possíveis casos de abuso e descriminação, e sim confirmados deverá ser submetido à justiça de cada país. Ademais, devem ser inseridos na grade curricular dos alunos palestras sobre respeito e tolerância para formar jovens mais conscientes.