Intolerância e discurso de ódio contra minorias
Enviada em 15/10/2019
De acordo com Kant, o ser humano é aquele que a educação faz dele. Isto é, se desde pequenos aprendemos em casa e/ou em seu ambiente de convivência a respeitar a todos independe de raça, cor, religião ou status financeiros, no futuro a outra pessoa não vai sofrer com a sua intolerância. Nos tempos atuais as pessoas são reflexo dos anos 80/90 onde havia muita discriminação e diferenças sociais. Assim criou-se um mundo repleto de preconceito, intolerância, discriminações. Sendo por isso, que hoje em dia a muita luta para que aquele grupo que não se encaixa no padrão tradicional, ser visto como um ser humano que tem o direito assegurado e uma vida normal sem ser excluído da sociedade.
Desde crianças somos ensinados uma hierarquia fantasma, onde aquele quem tem mais dinheiro é o que tem valor na sociedade. Que o correto é ser heterossexual, branco que tem dinheiro e uma família cristã tradicional com nome no mercado. Se você não se enquadra nesse padrão você é atacado, é descriminalizado e paga as consequências de uma sociedade patriarcal, machista, misógina, tradicionalista e preconceituosa. Assim, você é enquadrado como minoria, a mesma que luta hoje pela sua voz ser ouvida, para que os tempos mudem e que as pessoas aceitem as outras como elas são.
Em virtude disso, hoje é tão forte as lutas por igualdade. As pessoas crescem sendo ensinadas a odiar aquele que não se enquadra no padrão tradicionalista, por esta razão há tantos discursos de ódio, tantos ataques aqueles grupos que são diferentes. Que lutam constantemente por igualdade, bem como a liberdade para poder ser o que quiser, sem apanhar, ou ser olhado de lado, ou ser preso/morto pela sua cor. Ou ser atacado e sendo alvo de piadas e deboches pelo seu sotaque, pela sua origem.
As lutas entretanto, é para ter visibilidade. As mulheres lutam para ser livres, para ter seus direitos iguais e não serem rebaixadas apenas pelo fato de ser mulher. Os LGBT’S lutam para serem respeitados por ser quem são, para poder amar quem quiser sem precisar apanhar e se esconder por medo de uma sociedade cruel e preconceituosa. Os nordestinos precisam ser respeitados por sua cultura e suas histórias, como tantos outros grupos que lutam por visibilidade e igualdade.
Porém, para que haja mais tolerância, é preciso que todos façam a sua parte. É necessário começar a ensinar pelas crianças a respeitar as diferenças. É preciso cobrar do governo, ações para conscientização, como ir as escolas dando palestras sobre respeito e tolerância. Tem que fazer atividades com todos os grupos juntos para que se aprenda a conviver sem distinções. É necessário ter mais palestras, debates, atividades para os adultos aprender e ensinar seus filhos sobre todos os tipos de grupos, onde é necessário respeitar e aceitar as diferenças. De acordo com Friedrich Hegel: ‘‘O estado deve proteger seus filhos’’ e não deixo-lo as margens da intolerância.