Intolerância e discurso de ódio contra minorias

Enviada em 16/10/2019

Homofobia, racismo, machismo. Diversas são as formas de intolerância e preconceitos presentes no Brasil. Perante a Constituição Federal todos são iguais diante a lei, sem distinção de qualquer natureza. No entanto, apesar de a Carta Magna garantir a igualdade a todos os cidadãos, alguns são segregados, em decorrência a negligência governamental no combate que fomenta a sensação de impunidade.

A priori, de acordo com a ONU o Brasil está entre os 5 países mais desiguais do mundo, uma das causas é a perpetuação da discriminação e exclusão social de minorias. Além disso, a ascensão de discursos que violam os direitos individuais e coletivos revela jogos de poder que sustentam dinâmicas muito mais amplas. Sendo assim, o enrijecimento de posturas ideológicas conservadoras contribuem para a permanência de desrespeito e desigualdades.

Em segundo plano, de acordo com o globo, o Brasil é o país que mais mata transexuais no mundo. Dessa forma, esse fato é uma consequência da falta de denúncias, estrutura de atendimento, perpetuação da impunidade. Outrossim, o desconhecimento da diversidade do país, dos direitos assegurados por leis e pela Constituição, naturalização e banalização dos preconceitos, corroboram para a intransigência.

Diante do que foi exposto, com o intuito de que a desigualdade e discriminação no Brasil seja combatida cabe  ao Governo e a Secretaria Especial de Direitos Humanos a divulgação dos direitos das minorias, de valorização da diversidade brasileira e de incentivo à denúncia, por intermédio dos meios de comunicação. Além disso,com vistas a combater a discriminação e estabelecer os limites da liberdade de expressão, o MEC, universidades e escolas devem abordar o tema da intolerância, a partir  de disciplinas como História, Sociologia e Filosofia, discutindo questões éticas e sociológicas- a formação de professores deve enfocar o respeito às minorias e a preparação para combater a intolerância nas escolas.