Intolerância e discurso de ódio contra minorias

Enviada em 22/10/2019

O filme, “O menino do pijama listrado”, retrata o discurso de ódio aos judeus na Alemanha. Analogamente, a obra cultural apresenta a realidade  vivida pela população durante o governo de Hitler. Nesse sentido, no que tange às minorias, percebe-se a configuração de um grave problema, em virtude da aceitação da sociedade ao intolerante e da exploração dos diferentes.

Convém ressaltar, a princípio, o impacto causado pela normalidade do entrave. Sob esse aspecto, a filosofa alemã de origem judaica, Hannah Arendt, percebeu a banalidade do mal (maldade vista como comum) ao analisar um dos envolvidos na matança em massa do povo judaico. Seguindo esse raciocínio, assim como o pensamento de Arendt, atitudes cruéis como: racismo, xenofobia, gordofobia e homofobia  tornaram-se corriqueiras e aceitas pela sociedade. Quanto a esse fator, é correto afirmar que o ódio e a propagação dele estão instalados na humanidade e quando ao extremo levam pessoas à morte pela banalização do cruel.

Paralelo a isso, é necessário extinguir todo e qualquer tipo de abuso aos grupos marginalizados. Nesse viés, a Declaração Universal dos Direitos Humanos assegura no primeiro e segundo artigo a liberdade sem distinção. No entanto, embora não seja permitido a escravidão como aconteceu durante todo o império brasileiro, a configuração permanece incorretamente. Essa conjuntura, permite a identificação de grupos escravizados no ambiente agrário por supostas dividas com fazendeiros devido a divergência econômica. Dessa maneira, é perceptível a ocorrência de indivíduos desfavorecidos pela segregação e discriminação na contemporaneidade.

Em suma, faz-se imprescindível a tomada de medidas atenuantes ao impasse abordado. Posto isso, concerne ao Estado mediante ao Ministério da Educação, a criação de um plano educacional que vise a elucidar desde a infância até a fase adulta a igualdade independente de raça, credo e gênero. Tal projeto deve se instrumentalizado por meio de atividades socioeducativas com grupos excluídos. Assim, de tal maneira que conceitos como o da filosofa Hannah sejam apenas teoria.