Intolerância e discurso de ódio contra minorias
Enviada em 01/11/2019
O nazismo, surgido na Europa na década de XX, foi um exemplo de governo autoritário, onde por meio de discursos de ódio contra minorias, o líder enaltecia seus ideais de raça pura. Nesse parâmetro, na contemporaneidade, é possível observar que apesar dos milhares movimentos sociais que defendam a igualdade de todos, ainda é crescente a intolerância e discursos odiosos às minorias. Nesse sentido, não só o preconceito, mas também a falta de assistência governamental contribuiem para a persistência da problemática.
Em primeira instância, vale salientar a interferência da própria população nesse contexto. Segundo a obra :“O Cidadão de Papel”, do jornalista Gilberto Dimenstein, o comportamento manifestado por uma sociedade é consequência das trajetórias socioeducacionais durante a infância dos indivíduos. Nesse contexto, muitos jovens seguem o exemplo de práticas discriminatórias dos próprios pais, tornando o problema mais complexo quando não é trabalhada nas escolas a importância do respeito e da questão de igualdade, independente de classe social, raça, sexualidade, gênero, entre outros.
Outrossim, é possível perceber que essa circunstância seja corroborada por falha na aplicação de fatores constitucionais. Segundo Aristóteles, a política deve ser utilizada de forma que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado pela sociedade. De maneira semelhante, é possível perceber que, no Brasil, embora esteja assegurada na Constituição de 88 o direito de todo cidadão à segurança, são milhares os casos noticiados de ataques, físicos e morais, contra parcelas mais vulneáveis da sociedade. Desse modo, evidencia-se a importância do reforço da prática da regulamentação como forma de controle à problemática.
Diante do exposto, é notório que soluções são viáveis para a resolução do impasse. As escolas devem elaborar projetos mediante aulas contextualizadas e fóruns de discussões-envolvendo alunos e comunidade- sobre a importância do respeito ao diferente, e também devem instruir e apoiar os jovens que estejam passando por algum tipo de preconceito e exclusão. Tudo isso com o objetivo de educar e construir jovens mais analíticos e conscientes. Além disso, cabe ao Poder Executivo ampliar as Leis para que elas chegem a todos. Dessa forma, com base no princípio aristotélico, o problema será aos poucos erradicado e o equilíbrio social conquistado.