Intolerância e discurso de ódio contra minorias

Enviada em 03/02/2020

Ruby Bridges é conhecida por ser a primeira criança negra a estudar em uma escola caucasiana, em Louisiana, durante o século xx. Esse fato ocorreu logo após o fim da segregação racial nos Estados Unidos, causando incontentamento dos pais dos outros alunos, que atacavam Ruby com xingamentos e ameaças. No entanto, apesar da globalização fazer emergir sociedades complexas, multicultural e racial, a intolerância ainda persiste através da transmissão de pensamentos conservadores e da ineficiência de leis vigentes.

Primeiramente, cabe relatar que o principal precursor da intolerância às minorias é a bagagem cultural transmitida de geração em geração que perdura desde tempos em que a sociedade baseava-se em pensamentos preconceituosos e carregado de superstições. Dessa forma, cabe analisar que indivíduos aversos às diferenças não surgem aleatoriamente, mas como produto de crenças sociais retrógradas, as quais instituições modernas voltadas ao desenvolvimento humano têm o dever de esclarecer, além de agir em prol da coesão social.

Ademais, é necessário esclarecer que o código penal vigente tem ainda uma estrutura muito generalizada conferindo assim certa vulnerabilidade aos grupos minoritários. Esse fato se reflete na ascensão constante de representantes desses grupos que lutaram por igualdade de direitos. Para citar algumas personalidades que foram marcados na história por buscar igualdade civil, justiça e harmonia para as minorias, estão: Simone de Beauvoir, Martin Luther King, Malcolm X.

Portanto, para que os indivíduos da sociedade moderna possam coexistir de forma harmoniosa, é necessário formar um modelo sócio-educacional autocrítico quanto aos padrões comportamentais. Para tal, cabe à escola aprimorar o ensino das ciências humanas, buscando, por meio de filmes históricos, palestras e seminários, criar na consciência dos jovens um contraste crítico entre as barbáries do comportamento antigo e as bases da ética moderna.