Intolerância e discurso de ódio contra minorias

Enviada em 26/03/2020

Voltaire defendia as liberdades civis da sociedade, sendo assim disse que “a primeira lei da natureza é a tolerância, já que temos uma porção de erros e fraquezas”. O seu pensamento tinha como finalidade exemplificar que cada pessoa possui o seu defeito, e o seu ponto frágil, logo não se faz necessário julgar as outras pessoas. Então de modo algum, cabe a ninguém ficar desvalorizando e ser intolerante com as outras pessoas por achar que as qualidades delas são inferiores.

Os discursos de ódio são vivenciados todos os dias na sociedade e os responsáveis por tais atos, provocam grandes choques, por conta de que tais palavras são contra a ‘maior’ parte da população, apesar de serem considerados como minorias. E segundo uma matéria publicada em 2018 pelo Jornal Nacional entre os países, o Brasil ocupa a sétima posição do ranking de polarização social, o que por conseguinte é algo preocupante, já que quase 30% da população acha que as pessoas são tolerantes, dados também publicados pelo jornal.

Em virtude do apresentado, pode-se concluir que a intolerância é propagada de muitas maneiras, e por meio de vários canais diferentes e que sempre atinge uma mesma classe social. Só que as pessoas que a estão praticando não conseguem enxergar o que estão fazendo, pelo simples fato de por acaso ‘conviver’ com alguém estereotipado como minoria, assim tentando anular o seu discurso contra essas pessoas.

Decorrente do exposto, o Brasil pode ser classificado como um país intolerante e a intolerância seja qual for a sua vertente, interfere nos direitos humanos. Portanto, é de suma importância que as pessoas reavaliem seus atos para que a sociedade consiga ser menos intolerante e também requer da mídia propagar mais ’temas’ relacionados a inclusão social, e menos estereótipos para as pessoas.