Intolerância e discurso de ódio contra minorias
Enviada em 23/03/2020
Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à saúde, segurança e ao bem estar social. Conquanto, a intolerância e o discurso de ódio contra a minoria impossibilita que essa parcela da população desfrute desse direito universal.
Em primeiro plano, a educação é o fator principal no desenvolvimento de um país. Hodiernamente, ocupando a nona posição na economia mundial, seria racional acreditar que o Brasil possui um sistema público de ensino eficiente. Contudo, a realidade é justamente o oposto e o resultado desse contraste se reflete na inclemência contra minorias em nosso país. “No meio do caminho tinha uma pedra, tinha uma pedra no meio do caminho”. Através desse trecho do poeta modernista Carlos Drummond de Andrade, vê-se que determinado problema se configura como um obstáculo na vida de muitos brasileiros.
Em segundo plano, faz-se mister salientar que essa intolerância se deve a fatos históricos, pois, até pouco tempo as minorias eram desconsideradas e excluídas como um grupo social. Porém, atualmente as minorias vem conquistando seu espaço e aos poucos combatendo discursos de ódio que as diminuem. Entretanto, esse ainda é um grande desafio enfrentado no Brasil devido ao preconceito de muitas pessoas. De acordo com Zigmout Bouman o sociólogo polonês, a falta de solidez nas relações sociais, politicas e econômicas é a característica da “modernidade líquida vivida no século XXI. Diante de tal contexto, uma mudança nesse cenário torna-se necessário.
Infere-se portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem a construção de um mundo melhor e que o problema se mostra uma grande pedra a ser removida do caminho para o desenvolvimento. Dessa maneira, cabe ao Governo Federal dar voz a essa parcela da população e ainda investir na educação do Brasil, que mostra ser uma grande aliada diante de tal problema.