Intolerância e discurso de ódio contra minorias
Enviada em 21/03/2020
O ‘‘Diário de Anne Frank’’, é um dos livros mais importantes do século xx, pois conta a história das tensões, medos e esperanças da família da personagem principal, enquanto Adolf Hitler, exterminava todas as raças não arianas. Nota-se que ainda hoje, é comum comentários de ódio contra minorias sociais, o que é um problema, devido o estímulo ao preconceito e a violência que podem ser vítimas.
Por conseguinte, vale ressaltar que a lenta mudança na mentalidade social, proporciona que os insultos contrários aos grupos minoritários, sejam constantes nas ruas, praças, redes sociais e até nas escolas. Segundo a filósofa Hannah Arendt o que faz as pessoas ‘‘poderosas’’ agredirem as minorias é o puro ‘‘ódio’’, logo esses cidadãos são cada vez mais excluídos dos âmbitos sociais, favorecendo a utilização de drogas, práticas de prostituição e roubos , sendo meios alternativos para conseguirem sobreviver em uma sociedade conflitante.
Além disso, contrário ao que é pregado pela Declaração Universal dos Direitos Humanos, que ratifica a igualdade entre indivíduos, percebe-se que a inobservância do poder público, diante das minorias, é a principal responsável pela continuidade da intolerância, haja vista que a ausência de segurança pública transmite medo às mulheres, gays, negros, prostitutas, indígenas , entre outros grupos historicamente excluídos.
Portanto, é necessário que as escolas e universidades desenvolvam palestras, por meio de sociólogos e psicólogos, a fim de elaborarem temáticas sobre a diversidade, no intuito de abolir a mentalidade intolerante e preconceituosa de alguns indivíduos. Dessa forma, Anne Frank ficaria feliz ao saber da persistência da esperança no mundo contemporâneo.