Intolerância e discurso de ódio contra minorias

Enviada em 23/03/2020

Promulgada pela ONU, em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os cidadãos igualdade perante a lei e o bem-estar social. Entretanto, a existência da intolerância e do discurso de ódio impossibilita que a parcela da população brasileira considerada como minoria desfrute desse direito universal na prática. Nesse contexto, não há dúvidas de que a tolerância é um desafio no Brasil, o qual ocorre, infelizmente, devido não só à negligência governamental, mas também ao preconceito da sociedade.

É indubitável que a rudimentarização educacional seja um dos principais precursores do aumento contínuo de discriminação contra minorias, haja vista que grande parte desses atos ocorrem ainda na infância, dentro das escolas. Dessa maneira, a população minoritária -desde muito cedo- é submetida a agressões físicas, verbais e psicológicas, ocasionando transtornos mentais que, por sua vez, podem possuir finais trágicos.

Outro problema que faz com que a violência seja brutal é a disputa entre grupos de traficantes nas favelas, causando mortes de inocentes e corrompimento de menores, algo lamentável, devido pessoas serem mortas ou confundias com traficantes por serem negros, preconceito que vem lá da época da escravidão e crianças que perdem suas vidas por servirem como empregados de pessoas cruéis e desonestas.

Portanto, é mister a existência de mudanças dos valores para que a sociedade consiga viver de forma mais harmoniosa. Para isso, é necessário conscientizar as pessoas sobre o filtro ao qual estão expostas e ao mesmo tempo é de extrema importância resgatar a empatia existente em cada ser humano. Com isso cabe à mídia criar quadros educativos, implementando-os em novelas e seriados, com o objetivo de estimular o raciocínio e a busca por várias fontes de conhecimento. Somente enfrentando a alienação e o individualismo será possível combater a intolerância.