Intolerância e discurso de ódio contra minorias

Enviada em 23/03/2020

A intolerância e o discurso de ódio não tem data de origem, o preconceito contra as minorias ocorre a séculos, e desde os tempos feudais, a intolerância existia com os plebeus eram excluídos de atividades que pertenciam somente a “nobreza”, até o “Apartheid”, um regime de segregação racial ocorrida na África do Sul que separava os brancos de negros em todas as partes do país, esses fatos históricos foram absorvidos na sociedade e geraram futuras gerações com pensamentos preconceituosos com as minorias.

Todos esses discursos e atos contra minorias tiveram como objetivo de preservar a composição de uma “elite”, por esta se sentir ameaçada socialmente com a entrada de novas “classes” e grupos. Essa “elite” acabara por sua vez boicotando esses povos com o intuito de dificultar a entrada deles em cargos e posições importantes na sociedade.

Durante o início do século XX o Rio De Janeiro sofria um processo de “limpeza” da população, isso é, com o fim da escravidão e os escravos agora livres pelas ruas, o governo tentava deixar sua população mais branca trazendo estrangeiros e jogando os escravos para os morros próximas, assim criando as favelas, desde essa época, por mais de maioria populacional, os negros ficavam fadados a essa posição de submissão social aos brancos, e com isso até os dias atuais as favelas sendo “cotadas” como lugar de pessoas criminosas e fúteis, esse pensamento pode ser visto em redes sociais, essas muito importantes para propagação de discursos de ódio, assim os discursos sendo compartilhados, fixados e mantidos na mente das pessoas, por mais que de forma inconsciente, e propagando essas atitudes por mais e mais gerações.

O governo deve, mantendo a liberdade de expressão, penalizar de forma mais severa propagadores desse discurso já que, por mais que tenha certa regulamentação, esses infratores conseguem se esconder pelo anonimato e quando pegos não recebem grandes penas. Além desse trabalho o governo deve fazer um processo de reintegração reforçado dessas “minorias” na sociedade, aumentando e melhorando o sistema de cotas e de outros estimulantes, garantindo ao menos 30% da composição de cargos e de estudantes compostos por minorias, e caso não cumprindo a porcentagem, as empresas não sendo penalizadas, porém as que seguirem a porcentagem ganham certos benefícios, como isenção de impostos e etc., isso fará ser mais comum ver alguém de algum desses grupos em uma posição importante, sendo aos poucos eliminada pensamentos intolerantes e acabando de vez com o discurso de ódio.