Intolerância e discurso de ódio contra minorias
Enviada em 10/05/2020
No mundo contemporâneo, um assunto amplamente discutido é a intolerância e seu impacto na sociedade. Por mais hediondo que este ato seja, ele existe desde os primórdios da sociedade, e os grupos denominados de “minorias” são afetados negativamente pelo mesmo.
Assim como Thomas Hobbes disse em sua obra, Leviatã, “O homem é o lobo do homem”. Esta frase pode ser usada nos dias de hoje, com a desigualdade sendo algo comum por todo o mundo. O motivo da existência da mesma, na maioria das vezes, é a vontade de ter controle e poder do ser humano: uma vontade instintiva e primitiva que praticamente todos os animais com uma hierarquia possuem. Um exemplo disso seria o leão. O macho “alfa” dos leões cuida de todas as fêmeas do grupo. Essa necessidade de poder e controle pode ser vista em casos de genocídios ou segregação racial ou social, como o Holocausto na Alemanha, onde Adolf Hitler, querendo mais controle da economia alemã, massacrou a minoria judia, que controlava grande parte da mesma. O Apartheid na África do Sul é um exemplo de segregação racial, onde a população negra não podia se aproveitar de certos privilégios que a população branca sempre teve.
É claro que esses exemplos são do século passado, mas são recentes de qualquer maneira. Os exemplos de intolerância nos dias de hoje são menores, mas mais fanáticos e extremistas que nunca: o Klu Klux Klan, com origem no sul dos Estados Unidos, despreza negros e às vezes chega a atacar ou até mesmo matá-los. O Estado Islâmico, que deseja a morte de qualquer um que qualquer um que não siga a fé muçulmana, é um grande exemplo de intolerância no mundo moderno. Um exemplo menos impactante, mas não menos importante, é o dos discursos de ódio, que são algo que qualquer pessoa pode fazer, tanto na internet quanto pessoalmente: atacar minorias por meio de palavras horrendas, colocando as mesmas em uma posição desconfortável e ruim.
Com todos os exemplos mostrados acima, é correto afirmar que a intolerância marcou, e continua a marcar, momentos na história. Como acabar com tais atos segregacionistas? Uma resposta boa para essa pergunta seria a ajuda, tanto de empresas quanto do governo, na educação, para que as pessoas, desde jovens, possam ter mais controle de suas mentes, e fazer a raça humana dar um passo à frente, como sociedade e como espécie, deixando os instintos primordiais de controle e poder de lado para uma sociedade mais igualitária e melhor para todos, sem exceção.