Intolerância e discurso de ódio contra minorias
Enviada em 23/03/2020
Atualmente, um dos grandes desafios que a sociedade enfrenta é a intolerância e o discurso de ódio contra minorias. No entanto, essa problemática está inserida em todos os locais, independente da região ou povo. Nesse contexto, a intolerância é a falta de aceitação em relação a algo, o ódio é um discurso pautado da intolerância e a minoria são grupos em desvantagem social. Nesse contexto, essa problemática advém de raízes históricas e a falta de políticas públicas efetivas para identificar as práticas discriminatórias resultando em mais pessoas sendo vítimas da ignorância e carência humana.
Em primeira análise, vale ressaltar que o discurso de ódio atinge mulheres, indígenas, negros, grupos religiosos, imigrantes, LGBTI+ (lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais ou transgêneros e intersexuais), têm enfrentado muita discriminação. No entanto, é importante rever fatos históricos em que a intolerância estava inserida, como por exemplo, o holocausto, que foi o genocídio pelos nazistas contra judeus, ciganos, homossexuais, testemunhas de Jeová, deficientes físicos e mentais, opositores políticos durante a Segunda Guerra Mundial que vitimou seis milhões de mortes.
Por conseguinte, estudos feitos em 2018 apontam que o Brasil é o sétimo país no ranking mundial de intolerância. No entanto, a lei no Artigo 5 da Constituição Federal dizendo sobre a igualdade social não é cumprida, devido a omissão e a negligência de governadores que fomentam o ódio, gerando mais violência e mortes. Sendo assim, a igualdade social é perceptível quando, segundo o IBGE, a população é composta por 48% homens e 52% mulheres que continuam sendo uma minoria na sociedade pois não têm os mesmos direitos e privilégios do que os homens.
É evidente que há raízes históricas e que faltam políticas públicas que identifiquem as práticas discriminatórias que resultam em violência e morte. Desse modo, é imprescindível mudanças rápidas, onde a educação tem o papel principal nessa ação. Assim, cabe ao Estado na elaboração de projetos e leis que visem o aprimoramento e medidas que promovam a igualdade social de pessoas que estão em condições de vulnerabilidade. Como também, o papel das instituições tonam-se imprescindíveis para a criação de crianças/adolescentes que não sejam intolerantes com o próximo. Assim, o Ministério da Educação deve incluir na grade horária, aulas que ensinem a igualdade social, contribuindo para a diminuição da intolerância e do discurso de ódio contra minorias na sociedade.