Intolerância e discurso de ódio contra minorias

Enviada em 23/03/2020

O Apartheid, que consistia em uma segregação racial na qual limitava os direitos dos negros e os restringiam de compartilhar os mesmos locais que os brancos, foi um regime que privilegiava a elite branca na África do Sul. Semelhantemente, a intolerância juntamente com o ódio gera uma certa distância entre grupos favorecidos e grupos vulneráveis, acarretando em discursos de ódio muito comuns nas mídias. Dentro desse quadro, é notável que o racismo e a xenofobia contribuem para essa problemática.

Certamente, a questão racial já vem de séculos passados, sendo os negros as principais vítimas, os quais eram escravizados pelos europeus e vistos como mercadoria. Apesar da escravidão ter acabado em diversos países fazendo com que o preconceito diminuísse, ainda existem pessoas que têm intolerância racial. Numa pesquisa, encomendada pela Agência dos Direitos Fundamentais, revela que a Finlândia e a Irlanda são as nações europeias com maior taxa de mortalidade negra. No Brasil, entre os anos de 2012 e 2017, registra-se 255 mil assassinatos de negros, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE).

Além disso, outro fator que se destaca é a xenofobia. É evidente que existem muitos movimentos migratórios em busca de uma melhor condição de vida, que consequentemente aumenta o número de imigrantes ilegais como também de refugiados. Isso faz com que algumas pessoas nacionalistas e alguns Governos sintam se desfavoráveis com a situação. Logo, alguns países tomam providências, muitas vezes acompanhadas por um discurso de ódio, como por exemplo, o presidente dos Estados Unidos (Donald Trump) ao falar sobre a construção do muro de fronteiras entre México e USA (Estados Unidos da América).

Em vista do que foi apresentado, é necessário uma maior atenção dos Governos Federais e da população acerca da intolerância e dos discursos de ódios. Portanto, cabe aos Governos Federais juntamente com os Ministérios de Educação, implantarem medidas tanto nas escolas públicas como nas privadas, tais como ter aulas de ética desde o Ensino Fundamental I, para que as crianças cresçam com informações necessárias e não preconceituosas. Também urge aos Governos criarem palestras conscientizadoras, sendo divulgadas pelas mídias, influenciando principalmente os adultos para que estes também ensinem seus descendentes. Desse modo, é possível amenizar a desigualdade e fortalecer grupos vulneráveis.