Intolerância e discurso de ódio contra minorias

Enviada em 24/03/2020

Toma-se conhecimento de que, por várias vezes, as minorias perdem sua identidade, não conseguem reconhecer a si mesmas, por serem caladas com incitações de ódio, o que pode acarretar defasagens em uma população com o pensamento de incapacidade, de inferiorização, por sofrerem desvantagem perante uma sociedade.

Como citado no filme V de Vingança “Não se deve contar com a minoria silenciosa, pois o silêncio é algo frágil. Um ruído alto… e está tudo acabado. O povo está amedrontado e desorganizado demais. Alguns tiveram a oportunidade de protestar, mas foram como vozes gritando no deserto. O Barulho é Relativo ao Silêncio que o Precede. Quanto Mais Absoluta a Quietude, Mas Devastadoras as Palmas.”, nota-se uma crítica referente à intolerância para com as minorias, causando um amedrontamento das anteriormente citadas, o que acarreta em uma desorganização e uma conformidade em aceitar incitações odiosas, o que gera uma aceitação do silêncio por facilitar as coisas, não sendo notado o equívoco em abaixar a cabeça para falhas e construções preconceituosas em uma população.

Tendo-se como base o contexto histórico brasileiro, pode-se ser associada a inclusão de um pré conceito trazido como um patrimônio colonial, um motivo de intolerância para com a população negra. Sendo considerada minoria como uma massa socialmente em desvantagem e o fato da parcela da população negra no Brasil ser de, segundo dados do IBGE, 54%, conclui-se que nem sempre as minorias são de fato menor parte da população, o que confirma que, incitações de ódio feitas a esses vem de uma construção onde os negros eram inferiorizados, tratados como mercadoria, vendidos e comprados por brancos que se tinham por superiores, maioria, o que faz com que, na atualidade, seja contestado o negro ser rebaixado, gerando preconceito dentro da própria comunidade negra.

Em suma, é notório como a intolerância para com as minorias pode trazer conturbações para o desenvolvimento de uma nação, portanto é importante consertar essa discrepância na sociedade, para isso deve se contar com posições do Estado e da colaboração da sociedade para que, juntos, estes possam ensinar através de escolas, mídias sociais, a igualdade, que independente de qualquer construção histórica, junta, uma população é capaz de combater preconceitos, para que no futuro haja mais oportunidades de emprego, de posicionamento, para negros, mulheres, homossexuais, e que  eles possam fazer parte da dita maioria.