Intolerância e discurso de ódio contra minorias

Enviada em 27/03/2020

Desde o princípio, minorias sofrem preconceito de forma violenta, marcado na história permanentemente, como na submissão das mulheres de Atenas, na escravização dos povos africanos e nos inúmeros casos de internação psiquiátrica de pessoas LGBTQIA+. Esse histórico de violência está longe de ser algo do passado. A grande parcela da população composta pelas chamadas “minorias” continua sofrendo com a intolerância de forma constante, mesmo nos disa atuais. O enraizamento de tais preconceitos intensificado pela falta de políticas de inclusão social juntamente à exclusão desse grupo de pessoas, não apenas em aspectos sociais, como econômicos, acarretam em uma situação desumana e insustentável.

A persistência do preconceito na sociedade brasileira é causada por seu enraizamento consequente da falta de políticas para devida inserção dessa parcela da população em sociedade. Dessa forma temos o exemplo de mulheres que adquirem o direito de trabalhar mas continuam sendo menosprezadas e recebendo salários inferiores ao dos homens, cerca de 70% do equivalente de acordo com pesquisas do IBGE realizadas na última década. Torna-se claro, assim, que apensa a expansão dos direitos de grupos marginalizados não é suficiente para que possuam uma vida plena.

Da mesma maneira, sua exclusão, relacionada principalmente a fatores econômicos, não permite que ascendam em sociedade, levando-os cada vez mais caminho à marginalização. Toda a situação agrava a entrada das minorias no crime, acarretando em ainda mais preconceito destinado às mesmas. Como o ocorrido em 2020, onde o renomado médico brasileiro Dráuzio Varella participou de uma matéria transmitida nacionalmente sobre transexuais em presídios do país, salientando seu abandono e preconceito sofrido e perpetuado pela sociedade.

Tendo como base os fatos apresentados, torna-se imprescindível, portanto, que a intolerância e o preconceito formam feridas profundas dentro da sociedade brasileira. Considerando-se tal situação, é necessário que haja interferência governamental com o objetivo não apenas de ampliar os direitos das minorias, mas também de ampliar sua aceitação social. Para isso, campanhas difundidas pelas redes, tendo o Ministério da Cidadania como precursor devem ser elaboradas assim como devem ser feitas palestras em escolas de forma a modificar o pensamento das novas gerações, objetivando, dessa forma, uma modernização do pensamento do povo brasileiro. Além disso, o incentivo à inserção dessas minorias no mercado de trabalho promovido pelo Governo Federal afastaria o sentimento de aversão e traria uma proximidade que facilitaria as relações e acabaria com preconceitos, também diminuindo sua marginalização e aumentando sua influência na sociedade.