Intolerância e discurso de ódio contra minorias

Enviada em 01/04/2020

A obra cinematográfica “Harry Potter e as relíquias da Morte” retrata a opressão de um líder político que controla a sua população incentivando o discurso de ódio contra as minorias. Apesar de se tratar de uma ficção, o filme possui diversas semelhanças com a realidade, não somente ao criar um líder inspirado em figuras políticas reais, principalmente nos ditadores nazifascistas do século XX, mas também ao retratar as dificuldades de aceitação do diferente dentro de uma sociedade, e o controle da população por meio da intolerância contra as minorias. Assim, levanta questionamentos a respeito das dificuldades de se combater tais discursos de ódios direcionados aos menos privilegiados pela sociedade, bem como a intolerância que eles sofrem.

A priori, é importante ressaltar que a intolerância nem sempre é explicitada no contexto social, se mostrando, muitas vezes, por meio da segregação, do isolamento e do desprezo para com o grupo oprimido. Em contra partida, o discurso de ódio é explícito, incentivando a violência contra determinados grupos sociais. Desse modo, o combate a essas formas de opressão deve ser cauteloso, impedindo a propagação não somente da agressão física, mas também da agressão moral e psicológica.

A posteriori, a Declaração Universal dos Direitos Humanos, promulgada pela Organização das Nações Unidas (ONU) após o final da segunda guerra em 1948 define que toda pessoa tem direito à uma igualdade justa perante a lei, reforçado, também, na Constituição Brasileira de 1988. Apesar disso, a intolerância e o discurso de ódio contra certos grupos sociais se mostram extremamente presentes na sociedade, como a opressão contra negros, mulheres e membros da comunidade LGBTQ+. Assim, o incentivo a falas agressivas contra esse grupo naturaliza comportamentos preconceituosos que estão estruturados na sociedade, se enquadrando como crime perante a Constituição Brasileira e sendo uma quebra dos Direitos Humanos.

Em suma, é possível concluir que a perpetuação da intolerância e a propagação dos discursos de ódio são patologias sociais que devem ser tratados com urgência para a construção de uma sociedade mais democrática. Visando a proteção dessas minorias e a manutenção da Constituição Brasileira e da Declaração dos Direitos Humanos, o Governo Federal, em conjunto com as ONG’S de proteção aos grupos sociais oprimidos, deve enrijecer as leis que punem o indivíduo que comete ou contribui para esses crimes, a fim de garantir a segurança e o bem estar de todos os cidadãos. Com tudo isso, podemos, então, evitar a ascensão de líderes que contribuem para essa opressão, como acontece no filme, evitando rebeliões que desestruturam a sociedade.