Intolerância e discurso de ódio contra minorias

Enviada em 28/03/2020

Sabe-se que a intolerância disseminada para com os indivíduos os quais exalam ideologias opostas às impostas pela sociedade não é uma invenção hodierna, visto que desde o século XVII, Galileu Galilei comprovara cientificamente a teoria heliocêntrica, que profere que o sol é o centro do universo, o que refutou, portanto, os dizeres da Igreja Católica, a qual alastrava o geocentrismo, supondo que a Terra que era o centro de tudo. Posto isso, Galileu fora encarcerado até o dia de sua morte por ir contra as diretrizes sociais. Todavia, a contemporaneidade permanece fixa às suas raízes históricas, pois propaga vasta austeridade aos seres humanos que possuem pensamentos divergentes daquilo que lhe convém.

Em primeira análise, é incontroverso que, conforme articulado por Heráclito, a coletividade e os indivíduos são mutáveis, em virtude de que o ser humano não pode adentrar duas vezes as águas de um rio, porque quando entrar pela segunda vez, as águas não serão mais as mesmas, e o próprio ser já modificou-se. Sob esse prisma, é imperativo que por estar em constante mutação, os cidadãos alteram demasiadamente suas convicções e sua essência, diferenciando dos conceitos entre si. Desse modo, a tolerância torna-se cada vez mais esporádica, uma vez que os indivíduos aceitam somente suas concepções como congruentes, discordando e exilando pessoas as quais apresentam ideais e essências distintas.

Diante do exposto, por consequência de análoga ausência de compreensão entre a população, inúmeras pessoas sofrem com esse fato. Pode-se mencionar os episódios frequentes de discriminação transcorridos com mulheres por seres intituladas inferiores aos homens, assim como os homossexuais e transexuais, os quais são considerados aberrações societárias por não se enquadrarem no padrão heterossexual dissipado como natural pela sociedade. Não obstante, os cidadãos que possuem religiões diferenciadas da cristã, principalmente as que contêm traços africanos, são taxados como malignos apenas por relacionar-se com afrodescendentes, revelando, assim, um forte racismo social.

Em suma, é indubitável que a sociedade propaga vasta austeridade aos indivíduos que possuem essências divergentes daquilo que lhe agrada. Logo, para desatar congênere impasse, é dever do Ministério da Educação, junto com psicólogos e educadores, conscientizar os cidadãos desde a infância a tolerar outros com pensamentos e vidas opostas as deles, por meio de palestras direcionadas a todas as idades dentro das escolas, a fim de que a segregação social e a disseminação de ódio para com as minorias seja inexoravelmente extinta. Dessa forma, com tal problemática devidamente solucionada, o mundo se tornará um lugar de união entre os povos.