Intolerância e discurso de ódio contra minorias

Enviada em 10/05/2020

De acordo o sociólogo Karl Marx: “O medo cala a boca dos inocentes e faz prevalecer a verdade dos culpados ”. Sob tal ótica, é indubitável que deve ouvir os grupos minoritários para garantir seus direitos. Apesar de a Constituição garantir a igualdade de todos os cidadãos, alguns são segregados, levando-se assim a intensificação dos discursos de ódio nas redes sócias e desrespeito aos discursos já garantidos.

Em primeiro plano, vale ressaltar, as ideias do político Martin Luther King, que frisa sua preocupação com o silêncio dos inocentes. Nesse viés, é comum que grupos minoritários sofram negligência, violência física e psicológica, exclusão social, sejam omissos quando questionados sobre o abuso. Podemos citar o racismo como um dos casos de desrespeito as minorias sociais, sendo cada vez mais comum nas redes sociais fazendo com que a vítima não denuncie ou reaja a tal situação, seja por medo ou vergonha.

Sob essa conjuntura, existe uma lei para punir ações de discriminação, é o Art. 1º- “serão punidos, na forma desta Lei, os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Essas leis que protegem os grupos minoritários, não são cumpridas, sendo justificadas pela liberdade de expressão na qual, não nos dá direito de atacar grupos sociais. Segundo pesquisa do IBOPE, foi descoberto que o machismo está presente em 99% dos brasileiros, ocorrendo um desrespeito à Lei Maria da Penha, mas por falta de denúncias causadas pelo medo e pela precária estrutura de atendimento, fazem que o número de casos de machismo não decresça.

Torna-se evidente, em suma, que é necessário escutar grupos minoritários para que não haja violação dos direitos humanos de cada cidadão. Sendo assim, é preciso que o governo por meio da Secretaria Espacial dos direitos humanos deva fazer campanhas de divulgação dos direitos das minorias, campanhas de valorização da diversidade humana e de incentivo à denúncia (disque 100). Portanto, com o trabalho conjunto dos setores do governo, juntamente com a valorização da diversidade humana, podemos construir uma nação muito mais harmoniosa e igualitária.