Intolerância e discurso de ódio contra minorias
Enviada em 24/04/2020
A Constituição brasileira de 1988, artigo 5, afirma que todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza. Entretanto, é evidente que tais leis não tem sido cumpridas eficientemente, levando a perpetuação das desigualdades e preconceito dos grupos considerados minoritários. Portando, medidas são necessárias para minimizar a intolerância e o discurso de ódio.
Em primeira análise, é válido destacar que a intolerância e o discurso de ódio tem raízes históricas. Visto isso, o descobrimento do Brasil foi marcado pela repressão aos costumes e à cultura indígena pelos europeus, os quais consideravam os nativos como pessoas inferiores. Tal visão preconceituosa é uma das responsáveis pela manutenção de práticas conservadoras, como a desigualdade de tratamento de grupos minoritários, a exemplo dos homossexuais, que são proibidos, até mesmo, de doar sangue, além de serem vítimas constantes de violência física e verbal. Portanto, urgem ações para acabar com essas atitudes negligentes na sociedade.
Outrossim, é imperioso ressaltar a naturalização e banalização da intolerância entre os indivíduos. Isso porque, de acordo com a socióloga Hannah Arendt, “quando uma atitude agressiva ocorre constantemente, as pessoas param de vê-la como errada”. Sendo assim, minorias como os negros, que possuem um triste passado de escravidão, nos dias atuais, mesmo tendo leis a seu favor, são alvos de práticas discriminatórias, levando-os à exclusão em diversos setores na sociedade. Dessa forma, tais atitudes conservadoras devem ser revistas por lei e, assim, aplicar a devida punição sobre elas.
Destarte, com a observação dos aspectos analisados, é fulcral que as escolas abordem o tema da intolerância desde o ensino básico, por meio de professores de história ou sociologia, os quais possuem conhecimento histórico-cultural sobre diversos povos, para que as crianças possam crescer sabendo respeitar as diferenças de cada um. Com tudo isso, o princípio da Constituição será vigorado e a intolerância e o discurso de ódio, atenuados.