Intolerância e discurso de ódio contra minorias
Enviada em 08/04/2020
As minorias são consideradas grupos que se encontram em exclusão e desvantagem social. Estes, apesar de estarem conseguindo cada vez mais espaço na sociedade, ainda estão constantemente submetidos à intolerância, preconceito e discursos de ódio. Dois exemplos desses grupos são as mulheres e a comunidade LGBTQIA, os quais estão, frequentemente, lutando por seus direitos como cidadãos.
Apesar das mulheres, cada vez mais, estarem conquistando os seus direitos, elas sempre estiveram sujeitas à agressões verbais e físicas, cárcere privado e abuso psicológico e sexual, além de serem vistas como seres inferiores aos homens. Em 2016, a Central de Atendimento à Mulher recebeu aproximadamente 70 mil relatos de violência e, segundo a ONU, 8 em cada 10 mulheres do mundo já foram violentadas em algum momento. Essa intolerância pode ser relacionada à alusões históricas, já que esse grupo era excluído de diversos direitos, como do voto, por exemplo.
Assim como as mulheres, a comunidade LGBTQIA também está exposta à exclusão social. Desde a II Guerra Mundial, esse grupo é visto como uma raça impura e, até 1990 o homossexualismo era considerado uma doença. De acordo com pesquisa, em 8 países, a punição para quem se relaciona com alguém do mesmo sexo é a morte. Além disso, a luta desse grupo também diz respeito à igualdade de direitos; no Brasil, por exemplo, os homossexuais são impedidos de doar sangue.
Assim, pode-se concluir que a sociedade está condicionada à intolerância e discurso de ódio contra minorias. Portanto, a fim de amenizar essa condição em todos as partes do mundo, é mister que o Estado, em acordo com órgãos responsáveis, interfira na criação de leis e assegure medidas protetivas a esses grupos, como por exemplo, a legalização do casamento homossexual e severas punições para quem pratica discriminação contra a mulher e contra os gays. Ademais, a Unesco deve impor que as escolas eduquem as crianças, para que estas cresçam sem pré-julgamento.