Intolerância e discurso de ódio contra minorias
Enviada em 07/04/2020
Há um cliché que diz: política, religião e futebol não se discutem. Porém, a liberdade de expressão é um direito fundamental do homem, que garante a manifestação de opiniões, ideias e pensamentos sem retaliação ou censura por parte de governos, órgãos privados ou públicos, ou outros indivíduos. Tal conceito deixa brecha para que discursos de ódio sejam justificados pela liberdade de expressão.
Em primeira análise, no século XX, o Pré-Modernismo trouxe o propósito de dar visibilidade ás minorias esquecidas, hoje elas são lembradas nos discursos de ódio, que são todas aquelas ações, gostos, representações que são capazes de ofender ou atacar alguém de alguma forma. Esses ataques podem ser a raça, gênero, nacionalidade, sexualidade e religião. Um desafio para acabar com eles é a dificuldade de se compreender que o direito é igual a qualquer forma de vida independente de suas escolhas, há consentimento para expor opinião e também de se incomodar com ela.
Em segunda análise, um fato como o do goleiro Aranha, do Grêmio, chamado de “macaco” por uma torcedora do time adversário, caracteriza um tipo visível de discurso de ódio, em que o agressor vai direto ao ponto, já os invisiveis, mais sutis, que se escondem em comentários que podem passar despercebidos, pois abordam discursos que já foram incorporados pela sociedade, mas não pelas vítimas, são o maior problema e, por esse motivo, chamam de “mi mi mi”, reproduzindo onomatopeia como se a reclamação fosse inválida.
Nesse sentido, urge que o Estado, por meio do envio de recursos ao ministério da Educação, promova a execução de projetos e a capacitação de profissionais para atuarem e analisarem cada caso de forma individualizada, pois a liberdade de expressão não é um direito absoluto capaz de justificar o discurso de ódio, com o objetivo de ampliar o combate ás ofensas e assegurar proteção. Outrossim, ONG’s devem promover, através da mídia, campanhas que conscientizem a população acerca da importância do respeito. Dessa forma, as pessoas terão uma sociedade mais justa e empática, cuidando um dos outros com o máximo de compreensão e respeito.