Intolerância e discurso de ódio contra minorias

Enviada em 07/04/2020

Intolerância é a falta de aceitação em relação a algo que repercute em desprezo e isolamento. O ódio vem depois e acaba se transformando em um discurso elencado na intolerância. Violência é consequência de discursos de ódio contra opiniões, crenças e classes sociais distintas que ocupam cada vez mais espaço na sociedade. Ninguém nasce excluindo algum grupo social ou odiando o outro, esse sentimento vem de pensamentos passados de geração em geração que deve ser quebrados.

A intolerância se deve a fatos históricos, já há pouco tempo as minorias eram desconsideradas e o normal era excluí-las como um grupos sociais. As minorias vêm aos poucos conquistando seu espaço e combatendo os discursos de ódios que as diminuem, porém isso é ainda um desafio enfrentado, não só no Brasil, devido ao preconceitos de muitas pessoas.

As minorias não são apenas grupos que estão em menor quantidade mas também são grupos que estão em inferioridade social. As relações da designação entre diferentes subgrupos da sociedade e a delimitação pelos grupos dominantes determina o que é um padrão.

Algumas características variam nos grupos de minoria, mas algumas delas são comuns a todos, como a vulnerabilidade em grupos transgêneros que não são legalmente reconhecidos, a identidade de formação nos grupos de negro, que precisam se afirmar constantemente diante a sociedade e reivindicar seus direitos, a luta contra privilégios de grupos de dominância, já que os grupos de minoria precisam buscar a mudança nos padrões estabelecidos e as estratégias discursivas. Alguns grupos procuram organizar ações públicas para conscientizar a todos sobre sua vulnerabilidade, como as paradas LGBTQ+.

As mulheres e negros representam uma boa parte da população, ou seja, existe uma grande quantidade deles na sociedade, mas são considerados minorias. Segundo uma pesquisa de 2018 realizada pelo IBGE, a população brasileira é composta por cerca de 52% de mulheres e 48% de homens. Então, mesmo as mulheres sendo maioria na sociedade brasileira por quantidade, elas continuam sendo um grupo inferior pois não tem os mesmos privilégios e poder que os homens, por exemplo.

Independente de qualquer característica de cor, gênero, sexualidade ou religião, todos têm direitos e liberdades básicas que são fundamentais para a dignidade de uma pessoa. Para mudar uma sociedade racista, machista e preconceituosa leva-se tempo, por isso deve-se conscientizar a população e promover ações públicas para que não existam mais notícias de pessoas sendo mortas ou agredidas por apenas serem quem são.