Intolerância e discurso de ódio contra minorias
Enviada em 07/04/2020
A intolerância compreende à falta de habilidade ou vontade em reconhecer e respeitar diferenças em crenças e opiniões, enquanto o ódio é a antipatia ou repulsa por algo ou alguém, com desejo de evitar, limitar ou destruir-lo. Porém as pessoas não nascem com opiniões e valores formados, tanto a intolerância quanto o ódio precisam ser ensinados.
Ao contrario do que muitos pensam, as minorias não se caracterizam pela sua quantidade de indivíduos, mas sim pela sua vulnerabilidade e pela necessidade de reafirmação constante de sua identidade. Em pesquisas sobre a intolerância em discursos políticos, Diana Luz Pessoa de Barros, professora aposentada do Departamento Linguístico da FFLCH-USP, diz que esse tipo de discurso vindo de políticos e professores, torna justa a ideia de que “se o mais poderoso e o mais sábio pensa assim, é correto que ele também o faça”, pois assumem posição de influência sobre os demais indivíduos.
Para que a intolerância se forme é necessário uma base teórica-discursiva, ainda que rudimentar, sendo assim, é perceptível que as crianças não são intolerantes. Mas por estarem em desenvolvimento, tanto físico quanto psíquico, são sensíveis aos exemplos das pessoas que estão ao seu redor, portanto os demais cidadãos devem agir respeitosamente para que as gerações mais novas não se espelhem em suas atitudes preconceituosas.
Em suma, pessoas que ocupam importantes cargos na sociedade, como políticos e professores, além da mídia, devem saber como se posicionar sem evidenciar quaisquer intolerâncias para não incitarem a violência e o preconceito contra as minorias. Enquanto que para formar indivíduos conscientes e tolerantes o Estado deve criar e garantir a promoção de projetos e programas socioeducacionais dentro das escolas desde o ensino mais básico, e juntamente dos familiares, ensinar-lhes quais valores devem agregar a si.