Intolerância e discurso de ódio contra minorias

Enviada em 07/04/2020

Desde o iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. Nesse contexto, em situação análoga entendida nesse período, a sociedade se encontra em um estado de individualismo extremo e falta de interação social com a comunidade, devido aos prejulgamentos e tabus estabelecidos por convenções sociais. Logo, esses fatos afetam diretamente o discurso de ódio contra minorias e a intolerância dentro do meio social.

Hodiernamente, define-se como minoria social os grupos que sofrem com comportamentos discriminatórios e preconceituosos por parte dos grupos dominantes. Ainda que existam declarações e leis que visam a instauração da igualdade social, a problemática da desigualdade e do preconceito persiste intrinsecamente ligada à realidade do Brasil. Consoante Aristóteles no livro “Ética a Nicômaco”, a política serve para garantir a felicidade dos cidadãos. Logo, se verifica que esse conceito encontra-se deturpado no Brasil, à medida que a oferta da igualdade e do bem-estar social não está presente em todo o país, fazendo os direitos permanecerem no papel.

Destaca-se a precarização de atributos constitucionais como forte impulsionador da intolerância contra minorias. Segundo a Declaração Universal de Direitos Humanos, o direito de bem-estar social é garantido a todos os indivíduos. Todavia, quando se observa a realidade enfrentada pelas minorias, constata-se a ineficiência dessa declaração, o que acaba muitas vezes, deixando com que os indivíduos intolerantes e propagadores de ódio fiquem impunes nessas situações. Além disso, é importante evidenciar que o Brasil é o país que mais mata homossexuais no mundo, segundo dados do site El país. Porém, devido à bancada política, religiosa e conservadora, a criminalização da homofobia ainda não é uma realidade no país. Dessa forma, é evidente que a ineficiência constitucional tem grande responsabilidade na perseverança do preconceito com indivíduos minoritários.

Sendo assim, torna-se explícita a necessidade de maior orientação por meio de palestras sobre os grupos minoritários realizadas pela Secretaria de Assistência Social juntamente com o Ministério da Educação, apresentadas em escolas, empresas, “workshops” e outros, para todos os membros da sociedade (tendo enfoque nas crianças), com o intuito de erradicar preconceitos que geram a intolerância e o ódio, além de amplificar a empatia e o respeito por esses grupos. Promovendo a mudança de comportamento e uma geração com um novo pensamento. Quem sabe assim, a igualdade pregada na Constituição Federal deixe de ser uma utopia no Brasil.