Intolerância e discurso de ódio contra minorias

Enviada em 07/04/2020

Minorias são grupos que estão em desvantagem social, ou seja, apesar do nome, não é o fator numérico que considera o que é uma minoria, mas sim as relações de dominação entre diferentes grupos da sociedade. Fatores como vulnerabilidade, identidade em formação, luta contra privilégios de grupos dominantes e estratégias discursivas, caracterizam uma minoria. O que claramente, é uma injustiça contra o grupo social e principalmente contra o ser humano.

A vulnerabilidade, no caso de pessoas transgêneros que não encontram amparo suficiente na legislação vigente, ou, se o amparo legal existe, não é implementado de modo eficaz. Por isso, é comum a luta desses grupos para terem sua voz mais escutada nos meios institucionais.

A identidade em formação, como por exemplo no grupo social dos negros por ter de se afirmar a todo momento perante a sociedade e suas instituições, reivindicando seus direitos.

A luta contra privilégios de grupos dominantes como no caso do grupo social das mulheres, que são constantemente fragilizadas e sexualizadas publicamente na sociedade brasileira. Quando se fala a palavra “mulher”, imediatamente vem-se à cabeça a imagem do corpo feminino, com curvas sinuosas e nunca uma imagem enaltecendo a força feminina ou suas qualidades intelectuais. A série da Netflix “Anne with an E” retrata muito a desigualdade de gênero nos tempos antigos, mostrando o quão a mulher não tinha direitos. Um fato que comprova essa desigualdade é que segundo pesquisas do IBGE (2018), 52% da população brasileira, é composta por mulheres, e 48% é composta por homens, mesmo assim, a mulher tem uma diferença salarial negativa em relação ao homem, mesmo se ambos executarem exatamente o mesmo trabalho.

As estratégias discursivas como exemplo, a comunidade LGBTQIA quando as minorias organizadas, em geral, realizam ações públicas e estratégias de discurso para aumentar a consciência coletiva quanto a seu estado de vulnerabilidade na sociedade.

A intolerância, é a falta de aceitação em relação à algo, é uma impaciência que repercute em separação, isolamento e desprezo. O ódio vem de uma base teórica discursiva que é passada de geração à geração e que deve ser quebrada. Afinal, todos, independente de qualquer característica de gênero, cor, religião, sexualidade e nacionalidade, têm direitos e liberdades básicas consideradas fundamentais para a dignidade humana. Mudar uma sociedade racista, machista, e preconceituosa, leva tempo, para isso, é preciso conscientizar a população e promover ações públicas, pra que não hajam mais notícias de pessoas sendo agredidas ou assassinadas apenas por serem quem são.