Intolerância e discurso de ódio contra minorias

Enviada em 07/04/2020

Em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos foi promulgada com o intuito de garantir o bem estar social e a segurança de toda a população mundial, sem distinção de cor, etnia, religião etc. Todavia, estes direitos não são assegurados à toda população brasileira, tendo em vista a crescente intolerância contra minorias. O descaso do governo em relação a alguns movimentos e o advento da internet são fatores primordiais na irresolução deste impasse.

“É guerreiro nessa disputa, o respeito por sua luta é tudo o que ele quer”, a canção “Todo Mundo é Alguém”, de Roberto Carlos, sintetiza a identidade de algumas comunidades, como a indígena e a LGBT. No entanto, a falta de apoio governamental pode desestimular estes movimentos, que podem desistir de buscar pela perpetuação da igualdade. Esta indiferença do governo pode, ainda, incentivar o aumento de discursos de ódio e na violência contra minorias.

Também é válido ressaltar que, a popularização da internet contribuiu, negativamente, para o aumento do discurso de ódio e agressões verbais contra comunidades minoritárias. Segundo o site O Globo, 39 mil páginas de redes sociais foram denunciadas por apresentar conteúdos racistas e de incitação à violência. Ou seja, a intolerância, aliada ao descaso de órgãos públicos, encontrou lugar seguro para se conservar.

À luz dos fatos registrados, faz-se necessário a tomada de algumas medidas, por parte do governo, visando deter a intolerância. O Ministério da Justiça deve punir agressores, tanto virtuais quanto pessoais, com severas penas de reclusão, capacitando profissionais em informática, para que descubram, com agilidade, crimes de intolerância na internet. O Ministério da Cultura deve investir na criação de palestras educacionais sobre comunidades ou movimentos das minorias, com intuito de orientar e conscientizar a sociedade sobre os aspectos positivos da igualdade.