Intolerância e discurso de ódio contra minorias
Enviada em 07/04/2020
O discurso de ódio é uma tentativa de negar um princípio moderno e democrático, que faz com que qualquer cidadão seja igual. As minorias não estão ligadas somente a grupos pequenos, mas sim a uma situação de desvantagem social. No Brasil a realidade tem sido diferente da convivência em forma saudável, uma vez que o discurso de ódio é propagado há anos. Então é preciso analisar o impacto negativo causado pelas declarações e assim preveni-las, já que essa violência cresceu muito no século XXI.
Em primeiro lugar, segundo John Locke, filósofo inglês, o homem nasce como se fosse “uma folha em branco”. Ele não nasce intolerante e com preconceito, se desenvolve com o tempo. Sendo assim, Tudo que é dito por pessoas com cargos institucionais importantes, bem como um discurso de ódio, servindo de carta branca para que esse racismo se deságue, encorajando outras pessoas com a linguagem, a passarem ao ato violento. Por exemplo a fala em questão de Jair Bolsonaro, presidente do Brasil, foi proferida em 2013. Nela, ele diz que está pouco se “lixando” para as pessoas que apontam que ele é “contra os homossexuais”.
Ademais, o discurso de ódio tenta frear esse movimento histórico restaurando a supremacia dos poderes. As pessoas confundem declaração de ódio com liberdade de expressão. Porém, mais importante que a liberdade de expressão é o direito de igualdade e o respeito a qualquer forma de vida, deve-se prevalecer sobre o direito de liberdade de expressão.
Portanto, diante do exposto, ainda que seja realizado o apoio aos grupos minoritários algumas iniciativas devem ser tomadas. Cabe ao Poder legislativo, em parceria com as polícias militar e civil, tornar a Lei Caó eficaz, que visa tornar agressões verbais um crime de preconceito de raça ou cor. E também a sociedade intervir no discurso de ódio feito por outra pessoa, trazendo o bem-estar social coletivo. Dessa forma, o país se tornará mais plural e justo.