Intolerância e discurso de ódio contra minorias
Enviada em 07/04/2020
Minorias são grupos marginalizados e encontrados em situação de desvantagem na sociedade, como a comunidade lgbt, os negros, as mulheres, indígenas, pessoas com deficiência etc. Nesse contexto, essas pessoas sofrem com a intolerância e com os discursos de ódio oriundos das mais diversas camadas da sociedade, principalmente as da classe dominante. Com isso, é inegável a existência de episódios frequentes, no Brasil e no mundo, de intolerância - seja de cunho social, ideológico, identitário - contra grupos em maior vulnerabilidade.
Isso se dá, entre outros fatores, devido as estruturas nas quais as sociedades foram construídas. Como exemplo, pode-se citar o machismo e a misoginia no Brasil como reflexos das estruturas patriarcais as quais as famílias e boa parte da sociedade foram sustentadas. Além disso, um dos mais relevantes processos históricos de intolerância, ódio e perseguição contra minorias foi a ascensão do Fascismo na Itália e a tomada de poder de Adolf Hitler na Alemanha entre as décadas de 1930 à 1950.
Segundo uma pesquisa do IPSOS realizada em 2018 com 27 nações, o Brasil aparece em sétimo lugar no ranking sobre os índices de intolerância e desconfiança entre as pessoas. Conforme essa mesma pesquisa, os maiores focos de tensão relatados pelos brasileiros foram as divergências políticas e a desigualdade entre ricos e pobres. Infere-se, portanto, que há intolerância nos mais diversos âmbitos, com pessoas nas mesmas condições de igualdade ou não.
Logo, compreende-se que a mudança deste cenário de repulsão contra grupos em vulnerabilidade é imprescindível. Essa transformação só será possível por meio de ações que celebram a diversidade e promovam a representatividade de grupos socialmente excluídos. Os grandes veículos de comunicação, tais como a mídia televisiva, poderiam incluir pessoas de grupos minoritários nas pautas de seus programas, no casting de suas campanhas e no entretenimento no geral, a fim de trazer à tona discussões a respeito da forma com que essas pessoas são vistas e tratadas.