Intolerância e discurso de ódio contra minorias

Enviada em 14/04/2020

O discurso de ódio é uma forma de pensamento, fala e posicionamento social que incita a violência contra grupos minoritários. Minoria nem sempre quer dizer menor grupo de pessoas, nesse caso estamos nos relacionando à pessoas  e as relações de dominação entre os diferentes subgrupos na sociedade, entre esses subgrupos da sociedade estão atualmente os mais conhecidos os negros, mulheres, homossexuais, portadores de deficiências e moradores de rua.

Todos desse grupo sofrem um certo discurso de ódio por serem quem são. Qualquer distinção que implique exclusão, restrição ou preferência é uma atitude discriminatória. Se for motivada por raça, cor, sexo, nacionalidade ou religião deve ser enquadrada na esfera criminal. Na prática, quando alguém é impedido de entrar em algum lugar ou de fazer algo por ser quem é incorre-se num crime de discriminação. Os negros por exemplo, são alvo de violência por causa das histórias de escravos, que eram negros, como diz o professor Luiz Carlos Ribeiro, que abriu discussões fazendo um mapeamento histórico da temática do racismo no Brasil. Ele conclui que, “Até então o racismo não era discutido como um problema social, porque os negros tinham o seu lugar na sociedade brasileira”, disse o professor, comentando que, com o fim da escravatura, tiveram início as discussões sobre o que fazer com o negro livre, surgindo aí a questão racial.

Agora falando sobre as mulheres que são um alvo de violência tanto em casa quanto nas ruas. A especialista Joanna Burigo  em 2017, criou junto com Winnie Bueno, o curso de “formação feminista e antirracista Laudelina de Campos Melo”, oferecido pela ONG Emancipa Mulher. De sua parte, Joanna, que jurou jamais ser candidata a nada, não se importa de estar próxima do poder, levar seu conhecimento ao campo da política, da Justiça e das empresas, onde possa influenciar alguma mudança. “Essa dança com as instâncias de poder, incomodar de dentro, me interessa”.

Deve-se ter em mente o quão prejudicial isto é perante a sociedade,  portanto medidas deveriam ser tomadas em relação a qualquer tipo de discurso de ódio. Em relação aos negros, deveriam ser feitas pautas nas escolas e faculdades, envolvendo tanto professores quanto estudantes, sempre tendo em mente que é um assunto muito delicado e é preciso ter maturidade para lidar com as situações. Já em relação as mulheres violentadas ter uma maior divulgação da lei n° 11.340 Maria da Penha que foi um avanço na história, divulgar o quão fácil é conhecer os seus direitos e conseguir se defender. Portanto o conhecimento abre caminhos e visão de todos, então quanto maior for a divulgação novas leis e posicionamentos serão criados para a melhoria da população.