Intolerância e discurso de ódio contra minorias

Enviada em 19/04/2020

No dia 13 de maio de 1888, a Princesa Isabel sancionou a Lei Áurea e libertou todos os escravos do Brasil. Porém, estes foram deixados a própria sorte em um país totalmente preconceituoso e que excluía a maior parte da população de decisões políticas. Contudo, percebe-se que ainda hoje, na Idade Contemporânea, existe a exclusão de minorias (grupos que não têm amparo social) contribuindo para atitudes intolerantes e discursos de ódio em pleno século XXI. Tais fatores são ocasionados pela falta de cumprimento de leis e pela influência histórica do preconceito no país.

Em primeiro plano, é necessário lembrar da origem do povo brasileiro: índios, negros e europeus. Os grupos que formavam maior parte da população na época da colonização não eram reconhecidos como seres humanos, e tal atitude reflete na atualidade. Os negros e os índios já sofreram com o preconceito: tiraram-lhes a sua cultura, religião e liberdade, e é inadmissível que estes grupos ainda sejam alvos de discriminação e marginalização. A questão histórica reflete também na cultura sexista da sociedade, na qual a mulher é objetificada e violada. Diante do exposto, prova-se que o Artigo 5 da Constituição Federal, o qual diz que todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança , encontra-se equivocado.

Outrossim, é válido ressaltar que há carência de políticas públicas realmente efetivas para a integração da diversidade na sociedade brasileira. Ainda que haja programas feitos pelos órgãos públicos, como o Museu da Diversidade Sexual, as minorias ainda não se sentem acolhidas pela população, o que promove o isolamento social. Além disso, os grupos minoritários sofrem com a intolerância, que muitas vezes chega a se tornar ódio, e mais tarde se transforma no discurso de ódio. E este se propaga de geração em geração, deixando perpétua a cultura do ódio no país. Tal problema é muito grave, porque de acordo com a revista Exame, o Brasil é o país que mais mata minorias no mundo.

Portanto, fica evidente que medidas precisam ser tomadas. As escolas farão programas de integração social a fim de ensinar o amor, a tolerância e o respeito ás próximas gerações, o que vai formar uma sociedade mais tolerante e respeitosa. Cabe á Secretaria da Cultura promover mais projetos de inclusão, assim as minorias se sentirão cada vez mais acolhidas pela população. E ao Governo cabe garantir a prática dos Artigos 3 e 5 da Constituição Federal de 1988, desta forma a sociedade brasileira será mais justa e igualitária.