Intolerância e discurso de ódio contra minorias
Enviada em 14/04/2020
Intolerância é o ato de não tolerar a existência do diferente, levando muitas vezes a atitudes de eugenia que podem ser manifestadas em discurso de ódio. A intolerância ocorre frequentemente com os grupos minoritários, que não são necessariamente formados por poucas pessoas mas sim aqueles que são marginalizados perante a sociedade em que vivem devido a aspectos religiosos, sociais, culturais, entre outros. Dois grupos que enfrentam gradativamente a intolerância e discursos de ódio no Brasil são os negros e as mulheres.
Na Constituição de 1988, o artigo 5º defende a igualdade de todos bem como os direitos e deveres do cidadão brasileiro e concorda com os Direitos Humanos, mas será que esse direito é cumprido sempre? Infelizmente não. O racismo com os afrodescendentes está em ascensão desde o período colonial, onde africanos foram trazidos da África independente de suas vontades e colocados à venda de forma desumana e cruel por toda a América. A obra Casa Grande & Senzala do sociólogo brasileiro Gilberto Freyre retrata o escravo em relação a escravidão africana no Brasil, valorizando o papel do negro na história brasileira, exaltando a miscigenação racial, desmistificando preconceitos e reconhecendo a originalidade da cultura brasileira.
Devido a sociedade patriarcal em que fomos criados, a valorização do sexo masculino é evidente em cargos de superioridade em empresas, trabalhos brutos e valorosos para a sociedade enquanto a mulher tende a se doar inteiramente aos trabalhos domésticos e a relação familiar. Com o passar dos anos as mulheres começaram a se movimentar em massa na busca de conseguir a igualdade de direitos entre gêneros . As chamadas ondas feministas deram início em meados do século XX com o objetivo de conquistar a garantia ao voto assim como os homens tinham. Embora sejam visíveis os avanços na busca de direitos, problemas como a violência doméstica ainda é um fator pertinente na nossa sociedade. A fim de defender os direitos das mulheres, foi publicada a Lei Maria da Penha em Agosto de 2006, que diz que todo o caso de violência doméstica e intrafamiliar é crime .
Tendo em vista tais problemas, cabe ao MEC junto com o SDH se colocarem frente a situação e inserir atividades lúdicas e didáticas ,desde a primeira escola, que abordem a igualdade racial e de gênero mostrando que todos temos os mesmos direitos e capacidades e respeitando uns aos outros independentes de sua etnia,religião ou cultura, além de promover debates e discussões sobre o tema pois através do diálogo é uma forma da sociedade amadurecer. Assim os alunos irão aprender com os princípios de que discurso de ódio e intolerância são inaceitáveis e o melhor a se fazer é amar e respeitar o próximo .