Intolerância e discurso de ódio contra minorias
Enviada em 28/08/2020
Com a ascensão de Hitler ao poder o nazismo é criado. A partir de então pessoas consideradas fora do padrão alemão – pele alva, cabelos loiros e olhos azuis – eram discriminadas e odiadas por grande parte da população pelos discursos que Hitler fazia. Após décadas do acontecimento a situação não é muito diferente, uma vez que pessoas negras são discriminadas por sua cor, estrangeiros sofrem xenofobia por terem culturas diferentes, entre muitos outros movimentos praticados pela sociedade contra determinados grupos.
Segundo a Constituição Federal de 1988 todos os cidadãos são iguais perante a lei, no entanto no ano de 2019 a polícia do estado do Rio de Janeiro matou 1.075 pessoas, sendo 80% delas negras. As estatísticas mostram que autoridades matam um número muito maior de pessoas negras do que brancas. Recentemente um jovem negro morto asfixiado por um policial norte-americano branco repercutiu o mundo, desde então diversos casos estão sendo divulgados nas redes sociais, além dos diversos protestos que estão sendo realizados com grande frequência nos Estados Unidos.
Para a antropóloga Adriana Dias os crimes de ódio ocorrem por meio do “culto e cultivo ao ódio”, segundo ela no Brasil ocorre de três maneiras: a primeira ocorre com indivíduos que se acham melhores que outros; a segunda se dá quando indivíduos colocam a culpa de suas derrotas em outros “Nesse caso, quem odeia pensa: A culpa não é minha por estar nessa situação. É do judeu, do negro, do gay, do nordestino; você constrói o objeto de ódio e um motivo para odiá-lo", explica Dias; e a terceira é o culto à masculinidade, onde há casos como estupro, militarismo e discriminação a gays.
Outro grupo comumente atingido pela discriminação são as mulheres. Muitos homens se acham superiores as mulheres e cometem crimes de ódio a elas. Não são raros os noticiários que reportam agressões às mulheres por terminarem um relacionamento, por se recusar a ter relações com um homem ou por razões sem nenhuma explicação plausível, sendo estupradas, assassinadas, esquartejadas, sequestradas, torturadas, entre outras atrocidades. No ano de 2019 o Brasil atingiu o número de quase quatro mil casos de homicídio doloso contra mulheres, tendo um aumento de 7,3% em relação ao ano de 2018.
Portanto é possível perceber que a discriminação e ódio estão presentes no dia a dia de muitas pessoas que sofrem, muita das vezes, caladas por medo de não serem ouvidas, levadas a sério e até com medo de que venham fazer algo contra elas. Os governos devem implantar programas que ajudem no combate à discriminação racial, social, cultural, entre outros; além disso devem trazer matérias e programas de conscientização para os riscos e problemas da discriminação e disseminação de ódio.