Intolerância e discurso de ódio contra minorias

Enviada em 20/04/2020

De acordo com o filósofo Byung-chul Han, um dos agravantes do pós-modernismo deve-se ao querer ser tudo, para assim o indivíduo possa encaixar-se dentro de um modelo imposto. Resultante disto, não atinge tal postura, o que seria um dos fatores determinantes para a construção da individualidade de um ser. Chamadas lacunas existenciais, estas procedem diferentes condutas do homem frente a múltiplas questões, manifestando sua real natureza perversa no que diz respeito a adversidade para com a divergência social. Em vista disso, pode-se dizer que hábitos como a inflexibilidade e a aversão, não tratam-se de raízes biológicas, mas sim de um fenômeno comum à uma sociedade.

A temática de problemas de identidade está intrinsecamente ligada a essência humana, complexo e dinâmico evento que consequentemente age como estímulo à indiferença e a discriminação com outros grupos desfavorecidos socialmente. Elementos influenciadores que propõem uma hierarquia social, impulsionam o pensamento da exclusão e em seguida, a prática do desprezo.

Ambientes que dispõem de atitudes que favoreçam a destruição do outro, normalmente são cenários curriculares nos quais são indiferentes as minorias e a história destes. Ou seja, são inúmeros os fatores que particularizam atos hostilidade para com grupos anteriormente determinados com um menor poder aquisitivo.

Sendo assim, a intolerância abre caminhos para a prática do ódio, logo, faz-se necessária a ação de ambientes escolares que proporcionem formas de expressão e inclusão de minorias desde a infância, através de debates que mostrem também a importância destes. Da mesma forma, Ministérios em parceria com o Governo, devem reconhecer grupos minoritários e medidas que possa garantir seus direitos, erradicando paradigmas impostos que prejudiquem a imagem destes.