Intolerância e discurso de ódio contra minorias
Enviada em 20/04/2020
De acordo com Augusto Cury, escritor brasileiro, a discriminação demora horas a ser construída, mas séculos para ser destruída. Dessa forma, pode-se afirmar que os discursos de ódio têm raízes históricas e ainda são uma realidade que afeta, sobretudo, as minorias. Isso acontece devido ao posicionamento social frente a atitudes preconceituosas, como também à hereditariedade da intolerância.
Em primeira análise, destaca-se que ideologias racistas, tais como o nazismo, foram facilmente adotadas popularmente. Consoante Voltaire, o preconceito é uma opinião não submetida à razão. Assim sendo, as ideias de Adolf Hitler, que revigoravam o nacionalismo extremo e o ódio aos judeus, obtiveram apoio alemão. A aprovação da população resultou, enfim, no Holocausto, genocídio de cerca de seis milhões de judeus durante a Segunda Guerra Mundial.
Ademais, cabe abordar que o preconceito é passado de maneira hereditária, de modo que os filhos reproduzam as atitudes paternas. No final do filme espanhol “O Poço”, as personagens notam que a criança é a única forma de alertar a Administração sobre o caos no sistema. Analogamente, fora da ficção, entende-se que se os jovens mudarem o pensamento conservador e hostil enraizado na sociedade, o futuro, então, poderá ser transformado.
Em síntese, conclui-se que é necessária a modificação da mentalidade retrógrada contra os grupos discriminados. Nesse âmbito, é imperativo que o governo federal, mediante o Ministério da Cidadania, disponibilize eventos acerca da cultura das minorias, tais como festivais de música e cinema, além de exposições de fotografia e literatura, por meio da participação voluntária de artistas e da divulgação em veículos de comunicação. Por conseguinte, os brasileiros passarão a cumprir, efetivamente, o art. 5° da Constituição de 1988, que afirma que todos são iguais perante à lei.