Intolerância e discurso de ódio contra minorias
Enviada em 30/04/2020
Embora a Constituição Federal assegure que todos somos iguais perante a lei, percebe-se que essa garantia não é uma realidade no Brasil, visto que o discurso de ódio contra as minorias é crescente e alarmante. Isso acontece devido aos preconceitos sociais contra determinados grupos, e torna-se mais intenso em atitudes de ódio contra a existência e a convivência com essas pessoas na sociedade.
Primeiramente, é importante ressaltar que o discurso de ódio sempre existiu, isso se deve aos fatos históricos contra as minorias, como por exemplo a intolerância nazistas contra os judeus, que culminou na morte de aproximadamente seis milhões de pessoas durante o holocausto entre 1941 e 1945, ou mesmo a inferiorização dos negros que posteriormente lutaram e venceram a escravidão, mas infelizmente o preconceito, não apenas o racial, está longe de ser vencido.
Segundo Nelson Mandela “Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor da pele, por sua origem, ou ainda por sua religião. Para odiar as pessoas precisam aprender”. Primeiro surge a intolerância, a falta de aceitação em relação a algo, e isso repercute em isolamento e desprezo, já o ódio vem depois. Somado esse ódio a intolerância, exacerba em discursos de ódio que se intensificaram nas redes sociais, dando aos indivíduos intolerantes uma sensação de impunidade.
Em síntese, percebe-se a necessidade de debater acerca da desconstrução da intolerância e do discurso de ódio, buscando sempre uma sociedade mais igualitária. Sem sombra de dúvidas, cabe ao Governo Federal juntamente com a Secretaria Especial Dos Direitos Humanos, investirem mais em campanhas de valorização da diversidade brasileira, bem como em aberturas de novas delegacias especializadas para averiguação de crimes de intolerância. Em adição, a criação ONGs de apoio jurídico e psicológico as vítimas de intolerância, e por fim, as instituições de ensino devem abordar o tema em questão nas disciplinas de Filosofia, História e Sociologia. Assim, buscaremos uma sociedade mais igualitária e justa.