Intolerância e discurso de ódio contra minorias
Enviada em 19/05/2020
Na contemporaneidade um dos grandes desafios que permeia a sociedade é a intolerância e discurso de ódio contra as minorias. Essa realidade está presente em todos os locais, independente do país e do povo em que se está inserido. Nesse sentido, fatores como a falta de políticas públicas efetivas em coibir e identificar tais práticas discriminatórias, resulta em ciclo em que cada vez temos mais pessoas sendo vítimas da ignorância e carência de sensibilidade humana.
É indubitável que a rudimentarização educacional seja um dos principais precursores do aumento contínuo de discriminação contra minorias, haja vista que grande parte desses atos ocorrem ainda na infância, dentro das escolas. Dessa maneira, a população minoritária -desde muito cedo- é submetida a agressões físicas, verbais e psicológicas, ocasionando transtornos mentais que, por sua vez, podem possuir finais trágicos, como no caso da adolescente Dielly Santos, que cometeu suicídio em 2018 após ser vítima de gordofobia. Ademais, cabe salientar que o sistema público de ensino não possui recursos suficientes para proteger essas minorias, que acabam sendo ignoradas pelas autoridades escolares após serem discriminadas. Portanto, é nítido que uma melhor estruturação educacional age como desmistificador dessa inercial problemática.
Referente às consequências dos discursos de ódio, é possível afirmar que esses resultam em opressão e violência física, posto que as manifestações odiosas fomentam atos discriminatórios para com os grupos contra dominantes. Da mesma forma, a intolerância pode gerar discriminação e exclusão em processos seletivos, resultando em um isolamento social de gênero, raças ou orientações sexuais.
Sendo assim, torna-se explícita a necessidade de maior orientação por meio de palestras sobre os grupos minoritários realizadas pela Secretaria de Assistência Social juntamente com o Ministério da Educação, apresentadas em escolas, empresas, “workshops” e outros, para todos os membros da sociedade (tendo enfoque nas crianças), com o intuito de erradicar preconceitos que geram a intolerância e o ódio, além de amplificar a empatia e o respeito por esses grupos. Promovendo a mudança de comportamento e uma geração com um novo pensamento. Quem sabe assim, a igualdade pregada na Constituição Federal deixe de ser uma utopia no Brasil.