Intolerância e discurso de ódio contra minorias
Enviada em 11/05/2020
A liberdade de expressão é um direito fundamental do homem, que garante a manifestação de opiniões, ideias e pensamentos sem retaliação ou censura por parte de governos, orgãos privados ou publicos, ou outros individuos, tal conceito deixa frecha para que discursos de ódio sejam justificados pela liberdade de expressão. O discurso de ódeo pode ser verbalizado ou escrito e sua intenção é discriminar as pessoas devido a suas diferenças, sejam estas raça, cor, etnia, religião, orientação sexual, deficiências, classe etc.
Disso resulta a exclusão social vivenciada por quem é vítima de intolerância e ódio. Os grupos minoritários têm constantemente seus direitos vilipendiados e são segregados na sociedade, ficando fora das principais decisões sociais e políticas do país em que residem. Um exemplo dessa afirmação é o de que as mulheres (julgadas como inferiores e desiguais) só tiveram direito para o voto em 1932 e nem todas podiam votar, ou seja, passaram-se séculos desde a a colonização para que seu direito ao voto fosse garantido. Desse modo, mesmo que ‘‘Construir uma sociedade livre, justa e solidária’’ seja um objetivo fundamental da sociedade, isso não se encontra consolidado.
Portanto, é necessário que se amenize a atual situação vivenciada pelas minorias. Para isso, o Ministério da Educação e Cultura deve mudar a convicção de desrespeito às diferenças, por meio de palestras, campanhas, execuções de projetos e capacitação de profissionais para atuarem e analizarem cada caso de forma individualizada, comunidades e redes sociais, que eduquem o cidadão em relação a tolerar ideologias diferentes da sua e que todos são iguais perante a lei e isso deve ser respeitado. Além disso, é dever do Governo Federal amenizar o quadro atual de exclusão social, mediante políticas públicas, as quais efetivem os direitos das minorias que estão sendo ignorados pelos grupos majoritários.