Intolerância e discurso de ódio contra minorias

Enviada em 09/05/2020

Na Revolução de 1930, com a subida de Getúlio Vargas ao poder, uma geração de pensadores defenderam a ideia de modernizar o país. No entanto, ao observar que a intolerância e o discurso de ódio contra minorias ainda é uma realidade, despreende-se que esse ideal revolucionário ficou presente somente na teoria. Desse modo, é inevitável afirmar que a base educacional precária e a insuficiência de leis que protejam esses indivíduos agem como predominantes impulsionadores no impasse.

É possível afirmar que a educação seja um dos principais precursores do aumento contínuo de discriminação contra minorias, tendo em vista que grande parte desses atos ocorrem ainda na infância, dentro das escolas. Dessa maneira, a população é submetida a agressões físicas, verbais e psicológicas, o que gera transtornos mentais que, podem possuir finais trágicos, como no caso da adolescente Dielly Santos, que cometeu suicídio em 2018 após ser vítima de gordofobia. Cabe dizer que o sistema público de ensino não possui recursos suficientes para proteger essas minorias, que acabam sendo ignoradas pelas autoridades escolares após serem discriminadas. Portanto, é nítido que uma melhor estruturação educacional deve ser implementada.

Uma mudança nos valores da sociedade é imprescindível para combater a intolerância contra minorias. Por isso o MEC deve providenciar a criação de projetos, nas instituições de ensino, que visam debater sobre assuntos relacionados à homofobia, racismo, machismo e gordofobia, através de palestras e apresentações artísticas ministradas por profissionais de saúde mental que, por meios psiquiatras, devem orientar os indivíduos sobre como combater e lidar com os preconceitos e enfatizar a ideia de empatia, respeito e resiliência, a fim de que esse cenário seja finalmente alterado.