Intolerância e discurso de ódio contra minorias
Enviada em 11/05/2020
A série “Coisa mais linda”, retrata com maestria a realidade das minorias, como as mulheres, LGBTQ+ e negros. Apesar da história se passar na década de 60, alguns discursos de ódio e preconceitos ainda são pungentes na sociedade brasileira. Nessa perspectiva, é possível observar que as redes sociais possuem um papel de destaque para ampliar e reafirmar intolerâncias contra as minorias.
É elementar que se leve em consideração que as pessoas tornam-se preconceituosas à medida que são ensinadas, por meio da socialização, a propagar ódio contra determinados grupos e valorizar outros. Uma vez que o Brasil se construiu a partir de uma sociedade etnocêntrica e patriarcal, os grupos não inseridos nessa realidade são alvos de diversos preconceitos, tais como racismo, homofobia, xenofobia, preconceito religioso e misoginia.
Ademais, as redes sociais têm tido grande influência na disseminação dos preconceitos, visto que possuem um enorme potencial de alcance. Outrossim, a falsa ideia de anonimato e a sensação de impunidade contribui para uma crença de que pode-se fazer de tudo na internet sem que hajam punições. Citando as eleições de 2014 e 2018 como exemplos de manifestações de ódio, originaram uma divisão social online que acarretou consequências reais, como mortes de cidadãos.
Dessa forma, cabe a escola, discutir dentro da disciplina de sociologia como os discursos são repletos de ideologias, promovendo um senso crítico ao analisar a sociedade em que estão inseridos, por meio de filmes, séries e livros. É essencial, ainda, que os Governos Estaduais ampliem as delegacias de crimes cibernéticos possibilitando as denúncias de delitos virtuais. Por outro lado, é fundamental que os culpados sejam de fato punidos. Somente com uma sociedade mais crítica será possível minimizar os discursos de ódios que impedem a sociedade brasileira de ser uma nação menos violenta e mortal.
rebanho” será possível minimizar os discursos de ódios que impedem a sociedade brasileira de ser uma nação menos violenta e mortal, principalmente de feminicídios, assim como na série “coisa mais linda”.