Intolerância e discurso de ódio contra minorias
Enviada em 11/05/2020
A intolerância é uma indisposição diante do outro; uma variedade da impaciência que autoriza a separação, a não convivência, o isolamento e o desprezo. O ódio vem depois. O ódio é uma escada na qual se sobe ou não. O problema é que, depois que subimos, é difícil descer. Para vencer o ódio é preciso impedir que se suba o primeiro degrau da escada. O ódio pode ser definido como uma disposição favorável à destruição do outro. Ele tem parentesco com a raiva e, desde um ponto de vista evolucionário, sabemos que a raiva é uma emoção primitiva, desenvolvida em nosso sistema límbico, particularmente nas amígdalas cerebrais, onde estão também os mecanismos que nos permitem outros sentimentos básicos como o medo.
O ódio, entretanto, é mais do que uma decorrência da luta pela sobrevivência e Darwin reconheceu que ele é muito mais complexo que a raiva e o medo. O ódio talvez seja a raiva transformada em conceito. O que há de pontual e explosivo na raiva, adquire o sentido da permanência e da frieza com o ódio. É possível que o ódio seja o mais potente sentimento de hostilidade que os humanos são capazes de produzir. Pensado por este caminho, não deve haver sentimento paralelo nas demais espécies animais conhecidas. A intolerância é uma indisposição diante do outro; uma variedade da impaciência que autoriza a separação, a não convivência, o isolamento e o desprezo.
Para acabar com essa situacao, a sociedade tem que conscientizar as diferencas, e saber lidar com elas. Olhar para o próximo como se fosse parte de algo maior, uma civilizacao compacta.