Intolerância e discurso de ódio contra minorias
Enviada em 15/05/2020
Isolamento. Depressão. Distanciamento interpessoal. Bullying. Essas são situações que permeiam a intolerância e discurso de ódio contra minorias. A falta de empatia, assim como o conservadorismo referente à aceitação de diversas pessoas na sociedade, são entraves para a concretização de uma realidade harmônica e de respeito no Brasil contemporâneo.
A priori, é importante ressaltar que apesar da diversidade étnica, cultural e de gênero cada vez mais difundida em nossa sociedade, existe ainda muito preconceito em relação a diversas minorias como as comunidades negra, LGBTQ+, e feminina, realidade que deve ser alterada. Ademais, tais discriminações acarretam inúmeras consequências negativas, assim como exclusão social, aumento impactante do bullying e menosprezo à autoestima de muitas pessoas. Consequentemente, há um grande aumento na taxa de suicídios, como é possível observar pelos dados de um estudo realizado pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) que revelam um acréscimo significativo do índice de suicídios entre adolescentes (24% entre os anos de 2006 e 2015), o que explicita o aumento do sentimento de exclusão entre esses jovens, quadro que deve ser avaliado e revertido com urgência.
A posteriori, não se pode negar o fato de que grande parte da população brasileira não reconhece o sofrimento daqueles ao seu redor. Ainda que o percebam, observar pessoas que realmente se posicionam contra uma ofensa ou preconceito é uma situação rara nos dias atuais, por não acreditarem que seja sua responsabilidade ou que sua ação poderia influenciar positivamente na situação. Entretanto, segundo o psicólogo americano Martin Hoffman, “A empatia é a base da moralidade”, assim sendo, urge que toda a população reavalie seus conceitos éticos e tenha compaixão e empatia por essas minorias para que esse cenário seja alterado.
Portanto, para que a liberdade de expressão e aceitação de quaisquer características individuais sejam uma realidade, cabe ao Pode Público e a toda a sociedade brasileira que tal situação seja revertida, por intermédio da disponibilização de psicólogos em locais de estudo e trabalho, de uma garantia do cumprimento das leis específicas já existentes e de um maior investimento na instrução populacional sobre respeito e empatia, com auxílio de palestras de profissionais da psicologia, por exemplo, em prol do bem-estar coletivo e respeito interpessoal, de forma a reduzir a exclusão e distanciamento sociais, para que todos se sintam pertencentes e aceitos em nossa sociedade como iguais. Caso feitas em conjunto, essas ações tenderiam a atenuar ou até mesmo tornar praticamente inexistentes os problemas de intolerância e discurso de ódio contra minorias no Brasil.