Intolerância e discurso de ódio contra minorias
Enviada em 16/05/2020
Primordialmente, foi na década de 1930 na Alemanha, que um político em ascensão conhecido como Adolf Hitler conquistou a população através do descontentamento político da época e disseminou um discurso de valorização a uma raça pura. Seu discurso de ódio causou a morte de mais de 80 milhões de pessoas em âmbito mundial, dentre elas: negros, homossexuais, judeus, deficientes mentais e ciganos. Todavia, apesar do fim da Segunda Guerra Mundial, infelizmente, hoje ainda há resquícios de intolerâncias a determinados grupos sociais, levando a hostilidade, muitas das vezes, de forma extrema e violenta. Nessa perspectiva, é evidente que as razões para alastrar a intolerância ocorre, infelizmente, devido não só a dominação histórica de determinado grupo sobre outro mas também a um discurso passado de geração em geração.
É de referir que durante a colonização do Brasil, inicialmente, houve a escravidão de indígenas e em seguida de escravos vindos do continente africano para potencializar a economia da colônia portuguesa. Como resultado, mesmo após a abolição da escravatura em 1888, a população negra foi desamparada sem qualquer apoio social e sendo excluídos da sociedade. Desse modo, o preconceito histórico, reflete-se atualmente em muitos dos casos, na forma de superioridade e dominação de brancos para negros.
Após o fim da Segunda Guerra Mundial, surgiu a ideologia neonazista que defende os mesmos ideais do nazismo original. Para o sociólogo francês Émile Durkheim, o indivíduo só poderá agir na medida em que aprender a conhecer o contexto em que está inserido, a saber quais são as suas origens e as condições de que depende. Dessa forma, pode-se constatar que a disseminação de ódio só é possível desde que o individuo venha a estar culturalmente enraizado em crenças preconceituosas, levando aos condicionamentos sociais implicados por Durkheim.
Portanto, indubitavelmente, medidas são necessárias para resolver esse problema. Logo, é necessária a participação do Ministério da Educação em parceria com o Ministério da Cidadania, para criação de programas socio-educacionais, que por meio de profissionais palestrantes irão discursar a respeito de momentos históricos de intolerância, com o intuito conscientizar a população. Além disso, se faz mister a participação do poder legislativo e judiciário, na criação de novas sanções e penalidades para casos de incomplacência. A partir dessas ações, espera-se promover uma melhora nas condições de grupos atingidos pela intolerância e discursos de ódio.