Intolerância e discurso de ódio contra minorias

Enviada em 25/05/2020

A Revolução Francesa, iniciada em 1789, trouxe mudanças que mudaram todos os paradigmas nas relações de poder estabelecidas, já que as minoria, jacobinos e girondinos, transformaram o paradigma político vigente. Nesse sentido, essa revolução mostrou que as parcelas da sociedade pouco representadas podem fazer a mudança. Todavia, com a intolerância e o discurso de ódio contra minorias, o que foi conquistado pela Revolução Francesa torna-se inócuo. Esse problema está interpenetrado no preconceito e na inação do Estado.

Constata-se, a princípio, que o preconceito perpetua o cenário de discriminação e intolerância contra as minoras sociais. Emmanuel Lévinas, filósofo francês, dissertara que uma sociedade justa deve respeitar a alteridade de seus membros, de modo que sua exclusão é uma forma de violência. Sob esse viés, negros, índios,  mulheres e a sociedade LGBTQIA+ são vítimas da violência salientada por Lévinas, de modo que são necessários movimentos sociais na tentativa de reinvindicação e ressarcimento dessa substancial parcela da sociedade. Tal problema sustenta-se na incapacidade de majoritária porção da sociedade em lidar com a diversidade e seus ideais e na falta de conhecimento, o que leva ao cenário de insultos e discursos de ódio.

Outrossim, somado ao supracitado, a inércia do Estado potencializa ainda mais a intolerância e discurso de ódio contra minorias. Nesse contexto, A Declaração Universal dos Direitos Humanos, criada em 1948, após o período conturbado da Segunda Guerra Mundial, foi promulgada com o intuito de estabelecer e consolidar a dignidade humana. No entanto, com o  atual posicionamento do Governo Brasileiro, vê-se a total discordância com a Declaração, de modo que a perseguição contra a parcela de pouca representatividade é notória, o que leva a um cenário de total desarmonia social. Dessa forma,  tal problema mutila a cidadania e acaba consagrando as simbologias de poder já existentes.

Nessa perspectiva, portanto, é mister que medidas sejam tomadas para obliterar a intolerância e discursos de ódio contras minorias. Para isso, cabe ao Ministério da Educação mudar o perfil preconceituoso da população, por meio da intensificação de aulas de Sociologia, que irá, mediantes filmes e documentários, mostrar os efeitos da intolerância na população, usando como exemplo o regime nazista na Alemanha, a fim de consolidar o que foi dito por Emmanuel Lévinas. Ademais, o Estado deve, ainda, junto ao Poder Judiciário e Legislativo, mudar a inatividade desse problema, por intermédio da criação de um órgão denominado " Democratizando a Empatia", o qual irá fiscalizar e punir imediatamente qualquer discurso que afete qualquer parcela da sociedade, a fim de que os discursos de ódio acabem e o Brasil seja fidedigno com A Declaração dos Direitos Humanos.