Intolerância e discurso de ódio contra minorias

Enviada em 19/06/2020

A intolerância com um determinado grupo social leva ao discurso de ódio e à discriminação. No entanto, esse problema não é recente nem apenas nacional. Por exemplo, a intolerância racial e religiosa têm como pontos marcantes a escravidão e todos os seus efeitos e o nazismo com a perseguição aos judeus, respectivamente. Nessa perspectiva, vale analisar essa problemática contra as minorias na esfera social da pátria brasileira.

Em primeira análise, as minorias não são grupos em menor proporção na sociedade e, sim, pessoas com desvantagens sociais. Segundo o IBGE, no Brasil, 52% da população é composta por mulheres, as quais ainda lutam pela conquista de alguns direitos sociais, como a igualdade de gênero. Assim, percebe-se que as minorias estão em constante luta contra os privilégios dos grupos dominantes que detêm o poder de ação e punição contra os grupos submissos que fogem do modelo de sociedade proposto e repassado há anos. Esse ponto de vista é corroborado pelo livro Vigiar e Punir, do filósofo Foucault, em que há a afirmação que as elites, detentoras de padrões, punem os indivíduos que não se enquadram nas preferências sociais. Com isso, relaciona-se analogamente a punição do livro com as desigualdade sociais atuais.

Ademais, vale destacar que, na sociedade contemporânea, a internet é um importante fator na luta das minorias, com a grande difusão de conhecimento e exposição das situações dos grupos supracitados. A partir disso, observam-se os protestos e as manifestações que utilizam o meio virtual para se organizar e provocar maiores mobilizações. Por exemplo, o assassinato de George Floyd, um homem negro, por policiais, o qual gerou manifestações em várias partes do mundo, inclusive no Brasil. Entretanto, a internet também é responsável por grande parte da intolerância e discurso de ódio em decorrência ao possível anonimato que a rede proporciona. Assim, os ataques são feitos e, muitas vezes, sem as devidas consequências aos autores. Dessa forma, percebe-se a dicotomia existente na rede virtual e a necessidade de controlá-la.

Fica evidente, portanto, a necessidade de combater a intolerância e o discurso de ódio contra as minorias na pátria brasileira. Logo, cabe ao Poder Público, junto aos prefeitos e às escolas, conscientizar a população por meio de palestras, propagandas e debates entre a escola e a comunidade, a fim de gerar mudanças no imaginário popular. Além de promover ações públicas que possam garantir mais direitos a essas minorias através de leis e emendas, assim como assegurar a fiscalização tanto no mundo real quanto no virtual. Sendo assim, o Brasil poderá mitigar essa problemática e inspirar os outros países a fazerem o mesmo.