Intolerância e discurso de ódio contra minorias

Enviada em 28/06/2020

Não é de hoje que ocorre a perseguição contra as minorias. Durante a Segunda Guerra Mundial, nasceu o Facismo, sistema político que perseguiu judeus, homossexuais, negros, entre outros, causando milhares de mortes. Incontestavelmente, ainda nos dias de hoje, é prepoderante a perseguição de uma significativa parcela da população, que resulta em exclusão social, violência, e muitas vezes, na morte da vítima. Dessa forma, constata-se a importância de discussões sobre os impactos e as consequências da intolerância e do discurso de ódio contra as minorias.

A princípio, é importante citar que segundo a Constituição Brasileira de 1988, todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo o direito à vida, à liberdade e à segurança. Entretanto, o que se apresenta na atualidade, vai contra o que é pregado na Constituição, uma vez que, de acordo com a Agência Brasil ( EBC ), as maiores vítimas de homicídios no Brasil, são mulheres, negros e LGBT ( Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transexuais e Transgêneros ). Portanto, tais dados revelam a necessidade de igualdade social.

Ademais, vale ressaltar que, o preconceito contra as minorias é algo enraizado. Conforme Jurgen Habermas, autor do livro “A inclusão do outro”, essa situação tem sua causa em processos sócio-históricos, pois as instituições, responsáveis pelas leis, são preconceituosas, elitistas e exploradoras. Indubitavelmente, o domínio desse pensamento, difundiu por dezenas de anos uma visão intolerante acerca das minorias, que foram marginalizadas. Desse modo, vê-se que, a intolerância e o ódio contra as minorias estava presente no passado, e continua se perpetuando nos dias atuais.

Logo, é necessário medidas para solucionar esse impasse. Assim sendo, com o intuito de mudar esse cenário, cabe ao governo, aumentar a proteção das minorias, por meio de projetos de segurança, como por exemplo, “Todos Juntos pela Segurança da Diversidade”. Além disso, também é dever do governo, em parceria com o Ministério da Educação, criar um programa nacional, com o propósito de desfazer as raízes da intolerância, por meio de psicólogos, em todas as escolas, a fim de que, com a conscientização adequada, a visão preconceituosa acabe.