Intolerância e discurso de ódio contra minorias
Enviada em 08/07/2020
No livro " Josh and Hazel’s guide to not dating" de Chistina Lauren, a personagem Hazel tem poucos amigos e sempre é vista com mais olhos por ser diferente do que a sociedade espera. Fora da ficção, no Brasil, a diversidade de opiniões, atitudes e modo de viver é cada vez mais presente e, ainda assim, é motivo de intolerância e desigualdade social. Nesse contexto, faz-se vital analisar a indiferença escolar e a negligência do Estado como definidores de tamanha problemática.
Em primeira análise, é fucral destacar o desinteresse das escolas como agravante da situação. No livro " O príncipe cruel" de Holly Black, a personagem Jude é alvo de agressões, que são ignorados por seu professor, pois é uma humana em um mundo de feéricos. De forma análoga, sendo um ambiente de ensino com tantos alunos fora do padrão existente, o colégio falha ao ignorar os ataques verbais e não verbais nós corredores e ao não abordar dentro das salas de aula sobre a gravidade da intolerância, seja ela racial, sexual, religiosa ou social, resultando em adolescentes violentos e preconceituosos, além de um preocupante retrocesso na liberdade de expressão daqueles com características e opiniões diferentes, assemelhando-se à realidade do mundo feérico.
Em segunda análise, é mister ressaltar a inatividade governamental como determinante de tal embróglio. Segundo o poeta Walt Whitman, " O melhor governo é o que deixa as pessoas mais tempo em paz". De modo contrário, o Estado se mostra ineficaz ao não demonstrar preocupação ou não tomar decisões diretas que combatam com os atos de desrespeito à diversidade cultural na sociedade brasileira, ocasionando em uma população com sentimento de medo de ser quem é, de desamparo, além de uma sociedade que perpetua a discriminação ao diferente, afetando diretamente a paz almejada por Whitman.
Em suma, o combate à intolerância no Brasil é um problema e precisa ser combatido. Para isso, cabe ao Ministério da Educação, em parceria com as escolas realizar diálogos com os alunos e professores sobre a importância da inclusão total nos colégios e sociedade por meio de palestras, oficinas e debates com a finalidade de erradicar a discriminação e desigualdade. Ademais, compete ao Ministério da Justiça, em parceria com TVs, redes sociais e meios de comunicação investir em propagandas e leis que demonstrem apoio e proteção àqueles que sofrem com a intolerância, fazendo com que os maus olhos e julgamentos fiquem apenas na ficção.