Intolerância e discurso de ódio contra minorias

Enviada em 09/07/2020

Na sociedade pós-contemporânea, é possível observar o comportamento de selvageria e violência contra diversas minorias, sendo um dos grandes desafios que permeia a sociedade. Este cenário, preocupante e desolador, vem se alastrando na sociedade como um todo e está presente em vários locais, haja vista o atentado ocorrido com o jornal francês Charlie Hebdo que de forma covarde e violenta, foi atacado, este fato representou o que há de mais grotesco no radicalismo violento, isto ocorre pela falta de liberdade de expressão e pela falta de respeito a legislação.

Em primeira análise, é necessário perceber que liberdade é fator intrínseco de uma civilização. Conforme estudos do filósofo Agostinho, ser livre e ter direito a expressar suas opiniões é característica primordial para um bom convívio, bastando apenas, responder pelas suas próprias ações. Afinal, a liberdade comunicativa é um meio, uma ferramenta de troca de ideias, onde todos possam enriquecer e se desenvolver mutuamente.

Somando-se isto, sabe pontuar que o Brasil é responsável por centenas de mortes anuais por homofobia; haja vista que segundo os dados da ILGA ( Associação Internacionais de Lesbicas, Gays, Bissexuais, Transgêneros e Interxeuais) , em 2016, houve 340 mortes por crime homofóbico no Brasil, o país ocupou o primeiro lugar em toda a América em homicídios de LGBTsQIA+, assim evidencia que o direito previsto no artigo 5 da Constituição Federal Brasileira, não está sendo respeitado ou garantido, pois o ódio e a intolerância estão silenciando milhares de vidas.

Diante disso, reconhece-se que medidas são necessárias, por exemplo, que a Câmara do senado e Deputados elabore uma legislação mais rígida e torne o crime de ódio inafiançável, além disso, cabe ao Ministério da Cidadania em conjunto com o Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos elaborarem e vincularem campanhas conscientizadoras na mídia televisiva sobre o respeito e solidariedade aos demais.