Intolerância e discurso de ódio contra minorias
Enviada em 13/07/2020
Segundo o artigo 5 da Constituição de 1988,todos são iguais perante a lei,sem distinção de qualquer natureza. Apesar disso,o que se observa é a segregação social das minorias,como mulheres,negros,indígenas e homossexuais. Além disso, o preconceito aumenta essa disparidade e a ineficiência governamental faz com que o problema agrave-se mais. Com isso,cabe a análise das possíveis causas e consequências desse impasse.
Em primeira análise,vale ressaltar que,apesar de haver uma vasta diversidade cultural e social,algumas pessoas não a consideram como algo positivo e disseminam discursos de ódio contra determinados grupos. Como a impunidade no Brasil é falha,o combate a essa adversidade é dificultado. Ademais,já está enraizado na sociedade a banalização e a naturalização da intolerância contra alguns indivíduos,visto como errados apenas por serem quem são. Assim,vê-se que a sociedade como um todo deve ser educada e ensinada a respeitar e cumprir o conceito de isonomia proposto pela própria Constituição.
Em segundo lugar, sabe-se que a discriminação tem como principal consequência o aumento da exclusão social já existente no mundo,pois as mulheres,os negros,os homossexuais,entre outros,ficam à margem da sociedade. Além do mais,um fator que agrava essa situação é a falta de denúncia e também,quando feita,a falta de apoio a quem sofre violência moral ou física e de punição a quem pratica tais atos. Desse modo,com a ajuda governamental e também das escolas,esse problema pode ser amenizado.
Tendo em vista que todos são iguais,é necessário,portanto,que o Ministério da Educação promova e apoie ações que ensinem o respeito e a tolerância nas escolas-visto que,segundo Émile Durkheim, é um importante meio de socialização secundária. Essas atuações podem ocorrer por meio de inclusão do assunto sobre as minorias nas disciplinas de história ou sociologia,por exemplo. Dessa forma,essas pessoas excluídas da sociedade podem ser desconsideradas como minorias no futuro.